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segunda-feira, junho 27, 2022
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    Adoção tardia é incentivada por campanha do CMDCA

    Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) está promovendo desde maio uma campanha de incentivo à adoção tardia. A campanha é motivada, primeiramente, pela passagem do Dia Nacional da Adoção, 25 de maio. Em segundo lugar, pelo perfil restritivo que normalmente é escolhido pelas famílias que querem adotar uma criança: bebê de etnia branca sem problemas de saúde. “Essa não é a realidade das crianças disponíveis para adoção”, explica Graciane Macedo, membro da Secretaria Executiva do CMDCA de Jaraguá do Sul.

    A campanha “Amor e adoção não tem idade. Adote” está acontecendo nas redes sociais da Prefeitura de Jaraguá e antes das sessões de cinema no Jaraguá Park Shopping. Também está em outdoors espalhados pela cidade. Trata-se de um caso de adoção tardia em que a família e a adolescente resolveram contar um pouco da sua história. Priscila, na época com 14 anos, foi adotada por um casal jaraguaense que já tinha dois filhos biológicos. A adoção completa seis anos e a adolescente já está com 20 anos. A adoção transformou a vida da família, dos irmãos e da adolescente.

    Crianças disponíveis e 185 famílias querendo adotar

    Atualmente estão cadastradas no Fórum de Jaraguá do Sul 185 famílias que desejam adotar. No entanto, mesmo sendo numerosos os que querem adotar, por terem perfil restritivo, há cinco crianças/adolescentes disponíveis para adoção. São eles: dois meninos de 12 e 17 anos, duas meninas de 13 e 15 anos e um menino de dois anos com problemas de saúde. Nos dois abrigos institucionais do município encontram-se hoje 26 crianças e adolescentes estão disponíveis para adoção.

                              Adoção tardia motivada por querer irmãos juntos

    A chefe de gestão de projetos da Secretaria de Assistência Social e Habitação, Graciane Macedo, também membro do CMDCA, também realizou uma adoção tardia. Ela e o marido adotaram, em 2016, três irmãos que estavam no abrigo institucional e seriam separados para acelerar o processo de adoção, pois a maioria das famílias não quer adotar grupo de irmãos. “Eu fazia trabalhos no abrigo aqui em Jaraguá e conheci esses três irmãos. Não queria que eles fossem separados. Então, eu e meu marido entramos para a fila de adoção e em três meses já estávamos com as crianças em casa: um de um ano, outro de quatro e outro de nove anos. Lembro que, no primeiro dia em que entramos para a lista nacional de adoção, outros dois estados brasileiros entraram em contato com a gente por termos o perfil aberto a grupo de irmãos”, conta Graciane, enfatizando que a demora no processo de adoção é devida ao perfil restritivo que as famílias impõem.

    “Não consigo imaginar minha vida sem meus três filhos. O processo para adotá-los foi rápido. O período de adaptação foi difícil, tanto para mim e meu marido, quanto para as crianças. Mas isso acontece com qualquer família, seja com filhos adotados ou biológicos. A gente pode ler, achar que se preparou, mas só quando os filhos chegam é que a gente aprende a ser mãe”, destaca a gestora de projetos.Em Jaraguá do Sul o telefone para informações sobre adoção é o (47) 3275-7242. Há ainda o e-mail [email protected]

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