“Bandido não é herói”: Polícia detona críticas após prisão de Poze

Em Foco

31/05/2025 - 14:16:00 | 2 minutos de leitura

“Bandido não é herói”: Polícia detona críticas após prisão de Poze

Após a repercussão da prisão de Marlon Brandon Coelho Couto Silva, o MC Poze do Rodo, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) divulgou um vídeo oficial rebatendo as críticas dirigidas à corporação e explicando os fundamentos legais que motivaram a operação. “Não pode transformar bandido em herói”, diz um dos trechos mais incisivos da resposta, que viralizou nas redes sociais na sexta-feira (3o). A publicação foi feita nas redes oficiais da PCERJ com a legenda: “Mais uma vez, a Polícia Civil RJ vem desmistificar narrativas antipolícia. A instituição age com base na lei, sem distinção de cor, credo, classe social…”. No vídeo, a corporação refuta os principais comentários críticos sobre a prisão de Poze e afirma que o cantor foi detido por apologia ao crime, associação à facção Comando Vermelho (CV) e por utilizar a música como ferramenta de propaganda da narco cultura.. “Criminoso é criminoso, independente de cor, religião e de onde mora. Ele foi preso por fazer apologia à facção criminosa, incentivar guerras territoriais e associar sua imagem a bandidos armados”, afirma um dos trechos da gravação. A Polícia Civil ressalta que a prisão não tem relação com o gênero musical funk, mas com o uso da arte como “ferramenta de guerra a serviço do crime”. O vídeo oficial sustenta que a liberdade de expressão não pode ser confundida com imunidade penal. “Fazer arte é uma coisa. Fazer apologia ao crime, ostentar armamento e exaltar facção criminosa é outra”, diz o vídeo. “A apologia é o começo. A bala é o fim. A resposta ainda rebate críticas sobre suposto uso excessivo de força e vitimização seletiva, reforçando que “a lei é para todos”, e que empresários, políticos e criminosos de colarinho branco também são presos diariamente, “mas não aparecem nas redes sociais com fuzil”.