‘IA médica’, ambulância 5G e automação: como será o 1º ‘hospital inteligente’ do Brasil
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16/02/2026 - 12:22:00 | 3 minutos de leitura
Com previsão de inauguração para 2029, hospital inteligente terá 800 leitos com foco em emergência Em um mundo tomado pela conectividade, avanços na robótica e inteligência artificial, era apenas uma questão de tempo até que saltos tecnológicos ganhassem terreno na medicina. Se já contribuem muito em pesquisas, entra na lista a gestão operacional. Neste início de ano saiu do papel o contrato de financiamento para o primeiro ‘hospital inteligente’ brasileiro, com o início das obras previsto para novembro de 2026. Mais que um prédio moderno, trata-se de um conceito muito mais amplo de integração tecnológica: inteligência artificial, telessaúde, automação hospitalar e ambulâncias conectadas por 5G permitem viabilizar comunicação em tempo real melhorando a eficiência no atendimento ao paciente. Em alguns anos será possível, por exemplo, integrar as ambulâncias que estejam a caminho do hospital à estrutura de modo que a equipe médica receba um relatório completo do paciente que está a caminho, em tempo real, antes mesmo de o veículo sequer estacionar na porta de emergência. É apenas um exemplo pontual do que está por vir com a estrutura do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI), o primeiro em novos moldes. Tamanha a inovação, o hospital inteligente envolve diferentes esferas governamentais. O contrato que viabiliza financiamento de R$ 1,7 bilhão com apoio do Novo Banco de Desenvolvimento, ligado aos Brics (grupo de cooperação econômica entre países em desenvolvimento formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) foi assinado neste início de janeiro entre o órgão e o governo federal. O ITMI será construído no complexo do Hospital das Clínicas (HC), da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Ludhmila Hajjar, coordenadora do hospital inteligente e professora titular de emergências do HC da faculdade da USP, diz que o modelo tradicional hospitalar já não responde com a velocidade e a complexidade exigidas por emergências clínicas e epidemiológicas dos tempos atuais. “Os primeiros passos foram estratégicos. Antes de qualquer desenho arquitetônico, houve um esforço para pensar um modelo assistencial, de governança, com integração em rede e uso inteligente de dados. Não é apenas um prédio, é um projeto de sistema”, aponta Hajjar. Isso quer dizer que a estrutura será construída de modo a resolver muito mais do que o tempo em filas por meio de aplicação de triagem inteligente com o auxílio de inteligência artificial (IA). O plano é que a nova estrutura forme uma rede nacional de serviços inteligentes ao estar conectada a hospitais universitários da UnB, UFRJ, UFMG e Unifesp. Desse modo terá maior capacidade de antecipação de crise, graças a sistemas modernos de monitoramento de surto e picos de demanda – além da agilidade para a troca de informações relacionadas aos pacientes. Por meio da cooperação com o banco dos Brics, que facilitou a troca de informações, o complexo buscou inspiração em estruturas existentes em Índia, Europa e China, que conta com ao menos cinco hospitais que são referências mundiais.
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