11,8 milhões de pessoas vivem em unidades de conservação no Brasil, diz IBGE

Em Foco

12/07/2025 - 14:56:00 | 2 minutos de leitura

11,8 milhões de pessoas vivem em unidades de conservação no Brasil, diz IBGE

Novos dados do Censo Demográfico de 2022, divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que 11,8 milhões de pessoas vivem atualmente em unidades de conservação (UCs) no Brasil. Esse número representa 5,82% da população total do país. A maior parte dos moradores dessas áreas vive em regiões classificadas como de uso sustentável, como áreas de proteção ambiental e reservas extrativistas. Do total de moradores em UCs, 51,1% se autodeclaram pardos, enquanto 35,8% são brancos e 11,9% pretos. Ainda segundo o levantamento, 282,2 mil pessoas residentes em UCs se identificam como quilombolas (2,39%) e 132,8 mil como indígenas (1,12%). Entre as 2.365 unidades de conservação mapeadas, 1.138 (48,1%) possuem moradores. A maior parte dessa população está concentrada em áreas de proteção ambiental, que representam 97,1% das UCs com habitantes. O levantamento também aponta que 40,3% da população residente em UCs vivem em domicílios com pelo menos uma deficiência relacionada a saneamento básico, como falta de abastecimento de água, coleta de lixo ou esgotamento sanitário. Entre esses, 7,3% da população (856,4 mil pessoas) convivem com as três formas de precariedade ao mesmo tempo. A situação é mais acentuada entre comunidades tradicionais. Nos domicílios com pelo menos um morador indígena, 59,9% convivem com alguma forma de deficiência em saneamento, totalizando 94.051 pessoas. Entre os quilombolas, esse percentual sobe para 85,9%, abrangendo 248.064 pessoas. O Censo 2022 também mostra que existem 46.239 domicílios (1,16%) em UCs sem banheiro ou sanitário. Essa porcentagem é maior nas unidades de proteção integral (4,87%), enquanto, no Brasil como um todo, o percentual de domicílios nessa condição é de 0,59%. Entre os estados com maior número de moradores em unidades de proteção integral, estão Maranhão (38.176 pessoas), Rio de Janeiro (30.633) e São Paulo (9.954).