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A Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) projeta um cenário crítico com perda biliões nas exportações
 

A Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) projeta um cenário crítico com perda de bilhões nas exportações

Medida Provisória (MP) 1.341/2026, publicada em março de 2026. Ela gerou um embate direto entre o governo (que busca proteger os produtores rurais) e a indústria processadora (que foca na competitividade das exportações).

Economia

20/03/2026 - 02:36:00 | 2 minutos de leitura

A Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) projeta um cenário crítico com perda  de bilhões nas exportações

Medida Provisória (MP) 1.341/2026, publicada em março de 2026. Ela gerou um embate direto entre o governo (que busca proteger os produtores rurais) e a indústria processadora (que foca na competitividade das exportações).


Aqui está um resumo do que está acontecendo e os números envolvidos:


O que mudou?


A MP alterou as regras do regime de drawback para a importação de cacau. O drawback é um benefício fiscal que suspende ou isenta impostos sobre insumos importados, desde que sejam usados para fabricar produtos que serão exportados.

  • Regra Anterior: As indústrias tinham até 2 anos para utilizar o cacau importado em seus produtos e exportá-los.

  • Nova Regra (MP 1.341/2026): Esse prazo foi drasticamente reduzido para apenas 6 meses.


A Reação da Indústria (AIPC)


A Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) projeta um cenário crítico com essa mudança:

  • Perda Bilionária: Estima-se uma queda de até R$ 3,5 bilhões (entre US$ 400 milhões e US$ 700 milhões) nas exportações de derivados de cacau (manteiga, pó e licor) nos próximos cinco anos.

  • Ociosidade Industrial: O setor alerta que a ociosidade das fábricas pode ultrapassar 35%, já que a produção nacional atual não supre toda a demanda da indústria durante o ano inteiro.

  • Risco de Empregos: A previsão é de que até 5 mil postos de trabalho diretos e indiretos possam ser afetados.

  • Fuga de Investimentos: Existe o temor de que as empresas redirecionem operações para países vizinhos, como o Equador.


O Argumento do Governo e dos Produtores


A Casa Civil e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defendem a medida com os seguintes pontos:


  1. Proteção do Mercado Interno: Alega-se que o prazo longo de 2 anos permitia que as indústrias estocassem cacau estrangeiro (principalmente da África) em grandes volumes, derrubando o preço pago ao produtor brasileiro da Bahia e do Pará.


  2. Estímulo à Produção Nacional: Com o prazo menor, as indústrias seriam forçadas a comprar mais amêndoas locais para manter o fluxo de produção, valorizando o cacau nacional.


Resumo dos Impactos Previstos


IndicadorEstimativa de Impacto (5 anos)
ExportaçõesPerda de até R$ 3,5 bilhões
Moagem de CacauRedução de 10% a 20%
EmpregosRisco para 5.000 vagas
Ociosidade IndustrialPode superar 35%

A MP já está em vigor, mas precisa ser votada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para se tornar lei definitiva.

Foto: Divulgação / Mundo Educação