A "Fênix" dos Manguezais: Como a natureza de SC garante a cor de ave ameaçada

Sobrevivência do Guará-vermelho em Santa Catarina depende da preservação de crustáceos ricos em substância que define sua plumagem vibrante.

Meio Ambiente

25/04/2026 - 07:19:00 | 2 minutos de leitura

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O Guará-vermelho, uma das aves mais belas e emblemáticas da fauna brasileira, tornou-se um símbolo de esperança e recuperação ambiental em Santa Catarina, especialmente na região da Baía Babitonga, em Joinville. Após ser considerado extinto em diversas partes do país, a espécie voltou a se reproduzir no estado, mas sua existência permanece sob monitoramento por ser classificada como criticamente ameaçada.


O Segredo da Cor: O Fator Essencial


A cor escarlate hipnotizante do Guará não é genética, mas sim alimentar. O fator essencial da natureza catarinense que garante essa tonalidade é a abundância de pequenos caranguejos nos manguezais.

  • Carotenoides: Esses crustáceos são ricos em pigmentos chamados carotenoides. Ao serem ingeridos, a substância é processada e depositada nas penas.

  • Sem o ecossistema, a cor desbota: Em cativeiro ou em ambientes degradados onde a oferta desses caranguejos é baixa, as novas penas do Guará nascem pálidas ou acinzentadas.

Desafios e Preservação


A presença da ave em Joinville é um indicador de saúde do ecossistema. No entanto, a espécie enfrenta ameaças severas:


  1. Poluição dos Mares: O descarte de resíduos afeta diretamente a população de caranguejos, quebrando a cadeia alimentar.


  2. Ocupação Irregular: A destruição dos manguezais para construções remove os locais de nidificação e dormitório.


  3. Turismo Desordenado: Embora seja um atrativo turístico, a aproximação excessiva de barcos pode estressar as colônias.



Foto: Divulgação/Secom