Adolescente mencionado deixa de ser investigado no caso Orelha
Em Foco
02/02/2026 - 12:17:00 | 3 minutos de leitura

Decisão foi tomada após análise de câmeras de segurança e de informações prestadas pela família A Polícia Civil de Santa Catarina retirou um adolescente da lista de investigados pela morte do cão comunitário Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis. Após a análise de informações apresentadas pela família e de imagens de câmeras de segurança, os investigadores concluíram que o jovem em questão não teve qualquer participação no caso. A decisão foi confirmada pela Delegacia de Proteção Animal (DPA), que conduz o inquérito. Segundo a polícia, o adolescente chegou a ser citado nas fases iniciais da apuração, mas não aparece em nenhuma das imagens avaliadas pelas equipes responsáveis. Com isso, ele deixou de figurar como suspeito e passou a ser tratado apenas como testemunha. Além da análise das câmeras de monitoramento, a família teria reunido elementos que demonstram que o adolescente não estava na Praia Brava no período relacionado às ocorrências investigadas. Em nota, a Polícia Civil informou que as investigações continuam em andamento para apurar atos infracionais envolvendo outros adolescentes suspeitos de maus-tratos, além de outros possíveis crimes. O pai do jovem agora tratado como testemunha afirmou que o filho jamais teve contato com o cão Orelha. Em entrevista à Record TV, ele relatou surpresa e indignação ao descobrir que o nome do adolescente havia sido associado ao crime. Segundo ele, o filho também reagiu com espanto ao ser apontado como suspeito. – [Quando soube] eu fui acordar ele e falei: “Teu nome tá sendo citado”. Ele me respondeu: “Pai, é impossível, eu nunca vi o cão Orelha” – disse o homem ao programa Balanço Geral.A mãe do adolescente contou que o impacto da exposição pública foi tão intenso que precisou buscar acompanhamento psicológico. Ela afirmou temer os efeitos sobre o filho, diante da repercussão do caso. – Eu preciso estar forte para defendê-lo. Então eu fui obrigada a procurar um psiquiatra para tomar um remédio e até para falar. Sobre o psicológico dele, eu não sei como vai ser daqui para frente – declarou. O cão comunitário Orelha foi encontrado gravemente ferido no dia 4 de janeiro e morreu após ser submetido à eutanásia, devido à gravidade das agressões. Inicialmente, quatro adolescentes foram apontados como suspeitos, número que agora foi reduzido diante da decisão da polícia sobre um dos adolescentes. Até o momento, não há imagens que registrem o início exato das agressões. A polícia analisou câmeras da região e ouviu testemunhas para tentar reconstruir a dinâmica do episódio. Os agentes apreenderam celulares, que podem ser peças-chave do inquérito, já que podem conter mensagens ou registros relacionados aos fatos investigados.
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