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Amiga de Lulinha afirma em mensagens que Lula lhe ofereceu cargo no governo
 

Amiga de Lulinha afirma em mensagens que Lula lhe ofereceu cargo no governo

Mensagens reveladas por relatório da PF e divulgadas pela imprensa mostram a lobista Roberta Luchsinger detalhando sua proximidade com o presidente e o filho dele, Lulinha.

Política

21/08/2026 - 03:05:00 | 2 minutos de leitura

Amiga de Lulinha afirma em mensagens que Lula lhe ofereceu cargo no governo


As conversas obtidas pela Polícia Federal, após a quebra de sigilo telemático autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), revelam detalhes de um inquérito que apura suspeitas de tráfico de influência e corrupção


 A lobista Roberta Luchsinger, amiga próxima de Fábio Luís Lula da Silva (o Lulinha), afirmou em mensagens de 2024 que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria dado a ela a opção de escolher um cargo na administração pública.

 Segundo os registros, Roberta recusou a oferta, optando por manter suas atividades e sociedades privadas ao lado de Lulinha e do empresário Fernando Bittar.


A investigação da Polícia Federal aponta a existência de um suposto "núcleo de atuação permanente" formado por Roberta, Lulinha e Fernando Bittar. 


O grupo é suspeito de intermediar interesses privados perante órgãos do governo federal, incluindo negociações ligadas ao Ministério da Saúde e ao mercado de cannabis medicinal. As trocas de mensagens indicam que Roberta gerenciava questões financeiras e logísticas do grupo, além de mencionar planos para a mudança de Lulinha para o exterior.


Diante das acusações, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva nega qualquer interferência ou envolvimento do empresário em negócios com a administração pública. O advogado Marco Aurélio de Carvalho sustenta que a investigação se prolonga unicamente pelo peso do sobrenome do investigado.


 Por sua vez, o presidente Lula declarou que a Polícia Federal tem total autonomia para conduzir as apurações e que, caso seja comprovada qualquer irregularidade, os responsáveis deverão responder legalmente pelos atos.


Foto: Reprodução/Redes Sociais