Anvisa aprova novos medicamentos para tratar o cancer,diabetes e doença rara
Medicamentos Tzield, Datroway e Andenbry tiveram registro publicado no Diario oficial da união
16/03/2026 - 06:58:00 | 2 minutos de leitura
A notícia e representa um avanço enorme para a saúde no Brasil. Na última segunda-feira (9 de março de 2026), a Anvisa publicou no Diário Oficial da União a aprovação de novos medicamentos biológicos de ponta.
Aqui estão os detalhes do que foi aprovado:
1. Diabetes Tipo 1: Tzield® (teplizumabe)
Este é considerado um "divisor de águas". É o primeiro tratamento no Brasil capaz de retardar o início do estágio clínico do diabetes tipo 1.
Como funciona: Ele interfere na resposta autoimune que destrói as células produtoras de insulina.
Público-alvo: Adultos e crianças a partir de 8 anos que estão no estágio 2 da doença (quando os anticorpos já estão presentes e o açúcar no sangue começa a alterar, mas os sintomas graves ainda não apareceram).
Impacto: Estudos mostram que ele pode adiar a necessidade de insulina por cerca de 2 a 4 anos, dando mais qualidade de vida e tempo para o paciente.
2. Câncer de Mama: Datroway®
Um novo aliado para casos complexos de câncer de mama.
Indicação: Pacientes adultos com câncer de mama irressecável (que não pode ser operado) ou metastático.
Especificidade: Focado em tumores com receptor hormonal (HR) positivo e HER2 negativo, para pacientes que já passaram por terapia endócrina e pelo menos uma linha de quimioterapia.
3. Doença Rara: Andembry® (garadacimabe)
Focado no tratamento do Angioedema Hereditário (AEH), uma condição genética rara.
O problema: A doença causa inchaços (edemas) súbitos, dolorosos e potencialmente fatais em várias partes do corpo e órgãos internos.
A solução: O medicamento atua bloqueando o Fator XII ativado, impedindo a produção excessiva da substância que causa esses inchaços. Ele promete reduzir em mais de 80% a taxa de crises.
Bônus: Novo remédio para Epilepsia
Além desses três, a Anvisa também aprovou nesta semana o Xcopri® (cenobamato). Ele é voltado para adultos com epilepsia farmacorresistente (aquela que não responde aos remédios comuns). Em testes, ele conseguiu eliminar totalmente as crises em cerca de 20% dos pacientes graves.
Importante: A aprovação da Anvisa permite a comercialização, mas o próximo passo é a definição de preços pela CMED e a avaliação para saber se (e quando) eles serão incorporados ao SUS.
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