Aplicação de antídoto de cobra em bebês vira alvo do MPSC
Em Foco
18/07/2025 - 12:32:00 | 3 minutos de leitura

O caso dos bebês que receberam antídoto de cobra no lugar de imunizantes contra hepatite B, fato que ganhou repercussão nacional, virou alvo de investigação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A aplicação do soro antiofídico ocorreu Hospital Santa Cruz de Canoinhas, em Santa Catarina, no dia 11 de julho. Ao todo, 11 crianças foram vacinadas por engano com o componente trocado. Após as notícias veiculadas sobre o acontecimento, Promotor de Justiça Leonardo Lorenzzon determinou a coleta de informações iniciais junto ao hospital, ao Município e à Gerência Regional de Saúde, com prazo de 10 dias para resposta. “O objetivo é reunir elementos que permitam avaliar a pertinência de evolução deste procedimento para inquérito civil ou adotar medidas judiciais cabíveis”, afirmou o promotor Leonardo Lorenzzon no despacho de instauração da Notícia de Fato Consta no procedimento administrativo do MPSC que os recém-nascidos receberam, por engano, soro antibotrópico. No entanto, ele é utilizado no tratamento de picadas de cobra. Os bebês deveriam ter recebido a vacina contra hepatite B, que é obrigatória nas primeiras horas de vida. Os profissionais da unidade hospitalar teriam confundido os frascos devido à similaridade da embalagem, e doses do soro contra picada de cobra foram aplicadas no lugar da vacina da hepatite B. Até o momento, nenhum dos bebês apresentou reações ou complicações de saúde. Conforme informações do Ministério Público, os esclarecimentos solicitados ao Hospital Santa Cruz estão a data do ocorrido, o modo de armazenamento dos frascos de medicamentos, a identificação e qualificação dos profissionais envolvidos, a comunicação aos conselhos de classe, o relatório sobre a situação de saúde dos bebês afetados e as providências adotadas para evitar novos erros. Já Gerência Regional de Saúde deverá informar sobre se o órgão tomou conhecimento dos fatos e quais foram as providências adotadas. Por fim, a prefeitura de Canoinhas deverá responder sobre eventual existência de convênio entre o hospital e o Município. Além disso, prestará informações sobre os mecanismos de fiscalização adotados pela administração pública local. A vacina contra hepatite B é aplicada em recém-nascidos nas primeiras 12 horas de vida. Assim, ela serve para prevenir a infecção pelo vírus da hepatite B, que pode causar doenças hepáticas crônicas. O soro é um tratamento de emergência utilizado para neutralizar os efeitos do veneno de cobras peçonhentas, como jararaca, jararacuçu, entre outras. Por fim, a aplicação é restrita a casos específicos e pode causar reações adversas se administrado de forma inadequada.
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