Após reunião da Celac, Brasil mantém posição contra captura de Maduro
Em Foco
05/01/2026 - 16:28:00 | 3 minutos de leitura

Encontro virtual da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos no domingo (4) foi encerrado sem posicionamento público por parte do bloco Países da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) se reuniram na tarde do domingo (4) para discutir, entre outros temas, a situação da Venezuela após o ataque dos Estados Unidos que capturou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. O encontro, que ocorreu de forma virtual e a portas fechadas, terminou sem um posicionamento público do bloco. Segundo a CNN apurou com fontes do governo brasileiro, a falta de um posicionamento acaba expondo uma divergência política sobre o ocorrido entre as nações que integram o grupo. A Celac foi criada no México, em 2010, que reúne 33 países da região. A aliança busca a integração latino-americana e caribenha, além da coordenação política, econômica e social dos países. A CNN apurou que, durante a reunião, porém, o Itamaraty, por meio do chanceler Mauro Vieira, manteve uma posição contra a captura de Maduro e contra a atuação militar dos EUA no país vizinho. Esse posicionamento já havia sido exposto em nota divulgada por países latino-americanos e pela Espanha horas antes do encontro da Celac, em que Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai defenderam solução sem "ingerência externa" na Venezuela. A nota conjunta também expressou "preocupação" com qualquer tentativa de "controle governamental". Tom semelhante foi adotado pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva no sábado (3), mesmo dia dos ataques estadunidenses em território venezuelano. Em uma publicação feita nas redes sociais, o petista disse que o país norte-americano cometeu uma "afronta gravíssima" e ultrapassou uma "linha inaceitável". A operação militar para capturar Nicolás Maduro teve início por volta das 3h (horário de Brasília) de sábado, com explosões e registros de fumaça em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, por cerca de 90 minutos. Tropas norte-americanas chegaram ao complexo onde estavam Maduro e sua esposa, Cilia Flores. A ação foi liderada pela Força Delta, unidade de elite de operações especiais do Exército dos Estados Unidos. Minutos após a captura, Maduro e a esposa foram levados de helicóptero sobre o mar até o navio militar USS Iwo Jima, que estava no Caribe há meses. Horas depois, por volta das 18h40 (horário de Brasília), o líder venezuelano chegou aos Estados Unidos escoltado por agentes federais, algemado e vestindo roupas cinzas. Maduro foi encaminhado ao Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, onde permanece detido. A unidade já recebeu outros presos envolvidos em casos federais de grande repercussão. Nicolás Maduro deve comparecer pela primeira vez a um tribunal em Nova York às 14h de hoje (5), no horário de Brasília. Na acusação apresentada no sábado, o Departamento de Justiça dos EUA afirma que Maduro e aliados transformaram as instituições venezuelanas em um esquema de corrupção alimentado pelo narcotráfico. Em pronunciamento oficial, Donald Trump declarou que os Estados Unidos irão governar a Venezuela imediatamente após a captura de Maduro.
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