Após sanções dos EUA, Moraes e esposa vão ao jogo do Corinthias.Sob vaias faz gesto obsceno
Em Foco
31/07/2025 - 12:30:00 | 3 minutos de leitura

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, foi visto na Neo Química Arena, em São Paulo, na noite da quarta-feira (30), onde assistiu ao jogo do Corinthians contra o Palmeiras pela Copa do Brasil. Ele estava em um camarote, ao lado de amigos. O jornal “Estado de S. Paulo” publicou foto de momento em que Moraes também fez um gesto obsceno com o dedo médio da mão direita em direção à arquibancada. A ida ao estádio aconteceu poucas horas após os Estados Unidos anunciarem sanções contra o magistrado com base na Lei Magnitsky, que é usada para punir autoridades estrangeiras acusadas de violações de direitos humanos. Embora o momento possa parecer delicado, o ministro chegou sorridente, se apresentou de roupa casual bem diferente da toga utilizada no tribunal, acompanhado da esposa, Viviane Barci de Moraes. Ele brincou com as pessoas próximas, gritando "vai Corinthians" antes de se dirigir ao seu camarote. Moraes é torcedor declarado do time paulista e comparece ao estádio para assistir os jogos casualmente. Ele participou até mesmo da campanha de arrecadação para quitar a dívida da Neo Química Arena, organizada pela torcida Gaviões da Fiel em 2024. O governo americano anunciou a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro. A decisão ocorre após a escalada da crise entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o governo e Judiciário brasileiros. O governo norte-americano bloqueou eventuais bens de Moraes em território americano, proibiu transações com empresas e cidadãos dos EUA e justificou as medidas alegando perseguição a opositores e censura a discursos políticos — acusações que o governo brasileiro classificou como "inaceitável interferência" na Justiça do país. A Magnitsky é aplicada por decisão do Executivo, sem necessidade de condenação em processo judicial, e prevê uma série de sanções que, na prática, extrapolam as fronteiras dos Estados Unidos. A rigor, basta um ato administrativo do governo americano, que pode ou não ser lastreado em informes de autoridades e organismos internacionais. Em nota, o governo federal reagiu: "O Brasil é um país soberano e democrático, que respeita os direitos humanos e a independência entre os Poderes. Um país que defende o multilateralismo e a convivência harmoniosa entre as Nações, o que tem garantido a força da nossa economia e a autonomia da nossa política externa. É inaceitável a interferência do governo norte-americano na Justiça brasileira", afirma o presidente, Luiz Inácio Lula da Silva em nota divulgada pelo Palácio do Planalto. E continua: "O governo brasileiro se solidariza com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, alvo de sanções motivadas pela ação de políticos brasileiros que traem nossa pátria e nosso povo em defesa dos próprios interesses", disse Lula. O presidente afirma que um dos fundamentos da democracia e do respeito aos direitos humanos no Brasil é a independência do Poder Judiciário e qualquer tentativa de enfraquecê-lo constitui ameaça ao próprio regime democrático.
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