Astronautas da missão Artemis II utilizaram tecnologia brasileira da USP para monitorar ciclo circadiano

Inovação brasileira no espaço: Dispositivo desenvolvido por especialistas em cronobiologia da USP ajudou astronautas da NASA a regular o sono durante a volta à Lua.

Tecnologia

18/04/2026 - 07:43:00 | 2 minutos de leitura

Astronautas da missão Artemis II utilizaram tecnologia brasileira da USP para monitorar ciclo circadiano


A exploração espacial , que deu  um salto histórico com a missão Artemis II, e a ciência brasileira esteve  a bordo. Astronautas da NASA utilizaram  um dispositivo de monitoramento biológico desenvolvido com tecnologia da Universidade de São Paulo (USP), focado em um dos maiores desafios das viagens extra-atmosféricas: a regulação do ciclo circadiano e a qualidade do sono.


O Desafio do Sono no Espaço


Em ambiente de microgravidade e sem a alternância natural de luz solar (dia/noite) da Terra, o relógio biológico dos astronautas tendeu a sofrer descompassos graves. Isso poderia resultar em:

  • Insônia e fadiga extrema.

  • Redução do foco cognitivo.

  • Alterações metabólicas prejudiciais à saúde a longo prazo.

A Solução da USP


O dispositivo, fruto de anos de pesquisa liderada por especialistas em cronobiologia, funciona como um sensor avançado que coleta dados fisiológicos em tempo real. Diferente de um relógio comum, ele analisa padrões de temperatura corporal, exposição à luz e níveis de atividade para sugerir ajustes precisos na rotina dos tripulantes.

"A precisão da cronobiologia desenvolvida na USP permite que cada astronauta receba um protocolo personalizado de sono e vigília, garantindo que estejam em seu pico de performance durante as manobras críticas da missão", afirma o corpo técnico envolvido no projeto.

O sucesso desta integração reforça o papel do Brasil como um parceiro estratégico em pesquisas de ponta para a exploração do espaço profundo, pavimentando o caminho para futuras missões a Marte.



Foto: Reprodução YouTube