Câmara de Jaraguá do Sul aprova moção pela retomada permanente do projeto “Bota Fora”
Vereadores apelam ao Executivo por calendário contínuo de coleta de resíduos volumosos, visando prevenir alagamentos e conter o avanço da dengue.
08/07/2026 - 16:52:00 | 3 minutos de leitura

Na sessão realizada nesta quarta-feira (8), a Câmara Municipal de Jaraguá do Sul aprovou, por unanimidade, uma moção de apelo direcionada ao Poder Executivo para a retomada em caráter permanente e contínuo do projeto “Bota Fora”. A iniciativa foca no recolhimento de materiais inservíveis, entulhos e móveis velhos, priorizando áreas historicamente alagáveis e regiões com altos índices de descarte irregular.
O documento é assinado conjuntamente pelos vereadores Jonathan Reinke (União), Cani (PL), Charles Salvador (PSDB), Almeida (MDB), Osmair Luiz Gadotti (MDB), Professor Fernando Alflen (PL) e Sirley Maria Schappo (Novo).
Histórico e Demanda Reprimida
Os parlamentares fundamentaram o pedido no sucesso de edições anteriores do programa, que demonstram uma clara demanda reprimida no município:
Em 2018: Foram recolhidas cerca de 670 toneladas de resíduos.
- Em 2024: Mesmo em formato limitado a apenas oito bairros, a ação recolheu aproximadamente 400 toneladas de lixo acumulado.
Prevenção de Alagamentos e Saúde Pública
Durante os debates em plenário, os vereadores enfatizaram que o projeto vai além da zeladoria urbana, configurando-se como uma política crucial de prevenção de cheias. O acúmulo de materiais de grande porte em vias públicas e terrenos baldios frequentemente obstrui bocas de lobo e tubulações, agravando alagamentos em períodos de chuvas intensas.
Outro ponto de destaque, levantado pelo vereador Luís Fernando Almeida, foi a proximidade do verão e a urgência no combate à dengue. A eliminação de móveis, eletrodomésticos e recipientes abandonados nos quintais extingue potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti. Os parlamentares argumentaram que o investimento preventivo no "Bota Fora" gera economia futura expressiva para os cofres públicos, reduzindo gastos com saúde e com a recuperação de danos materiais causados por enchentes.
Acessibilidade Financeira e Infraestrutura
Os vereadores Jair Pedri e Jonathan Reinke ressaltaram o forte apelo social do programa. Embora Jaraguá do Sul conte com Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), muitas famílias de baixa renda não possuem veículos próprios ou condições financeiras para arcar com o frete até esses locais. Pedri defendeu que o atendimento passe a ser mensal, circulando por diferentes bairros da cidade.
Como contrapartida geográfica, o vereador Gadotti lembrou a necessidade de expandir a infraestrutura fixa da cidade. Ele citou que os PEVs atuais atendem as regiões de Nereu Ramos, Centro, Vila Lenzi e Ilha da Figueira, reforçando o pedido junto ao Samae para a instalação de novas unidades em bairros como Santa Luzia, São João e Barra do Rio Cerro.
Conscientização e Fiscalização
Apesar de apoiarem o suporte às famílias vulneráveis — inclusive sugerindo um modelo de cadastramento via CRAS —, os parlamentares não pouparam críticas ao descarte irregular feito por falta de responsabilidade civil. O plenário cobrou que o retorno do "Bota Fora" seja rigidamente acompanhado por campanhas educativas de conscientização, lembrando que a preservação ambiental e a limpeza urbana dependem da colaboração ativa de toda a comunidade.
Na sessão realizada nesta quarta-feira (8), a Câmara Municipal de Jaraguá do Sul aprovou, por unanimidade, uma moção de apelo direcionada ao Poder Executivo para a retomada em caráter permanente e contínuo do projeto “Bota Fora”. A iniciativa foca no recolhimento de materiais inservíveis, entulhos e móveis velhos, priorizando áreas historicamente alagáveis e regiões com altos índices de descarte irregular.
O documento é assinado conjuntamente pelos vereadores Jonathan Reinke (União), Cani (PL), Charles Salvador (PSDB), Almeida (MDB), Osmair Luiz Gadotti (MDB), Professor Fernando Alflen (PL) e Sirley Maria Schappo (Novo).
Histórico e Demanda Reprimida
Os parlamentares fundamentaram o pedido no sucesso de edições anteriores do programa, que demonstram uma clara demanda reprimida no município:
Em 2018: Foram recolhidas cerca de 670 toneladas de resíduos.
- Em 2024: Mesmo em formato limitado a apenas oito bairros, a ação recolheu aproximadamente 400 toneladas de lixo acumulado.
Prevenção de Alagamentos e Saúde Pública
Durante os debates em plenário, os vereadores enfatizaram que o projeto vai além da zeladoria urbana, configurando-se como uma política crucial de prevenção de cheias. O acúmulo de materiais de grande porte em vias públicas e terrenos baldios frequentemente obstrui bocas de lobo e tubulações, agravando alagamentos em períodos de chuvas intensas.
Outro ponto de destaque, levantado pelo vereador Luís Fernando Almeida, foi a proximidade do verão e a urgência no combate à dengue. A eliminação de móveis, eletrodomésticos e recipientes abandonados nos quintais extingue potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti. Os parlamentares argumentaram que o investimento preventivo no "Bota Fora" gera economia futura expressiva para os cofres públicos, reduzindo gastos com saúde e com a recuperação de danos materiais causados por enchentes.
Acessibilidade Financeira e Infraestrutura
Os vereadores Jair Pedri e Jonathan Reinke ressaltaram o forte apelo social do programa. Embora Jaraguá do Sul conte com Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), muitas famílias de baixa renda não possuem veículos próprios ou condições financeiras para arcar com o frete até esses locais. Pedri defendeu que o atendimento passe a ser mensal, circulando por diferentes bairros da cidade.
Como contrapartida geográfica, o vereador Gadotti lembrou a necessidade de expandir a infraestrutura fixa da cidade. Ele citou que os PEVs atuais atendem as regiões de Nereu Ramos, Centro, Vila Lenzi e Ilha da Figueira, reforçando o pedido junto ao Samae para a instalação de novas unidades em bairros como Santa Luzia, São João e Barra do Rio Cerro.
Conscientização e Fiscalização
Apesar de apoiarem o suporte às famílias vulneráveis — inclusive sugerindo um modelo de cadastramento via CRAS —, os parlamentares não pouparam críticas ao descarte irregular feito por falta de responsabilidade civil. O plenário cobrou que o retorno do "Bota Fora" seja rigidamente acompanhado por campanhas educativas de conscientização, lembrando que a preservação ambiental e a limpeza urbana dependem da colaboração ativa de toda a comunidade.
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