Celso Sabino deixará Ministério do Turismo após viagem de Lula a Nova York
20/09/2025 - 13:40:00 | 2 minutos de leitura

O ministro do Turismo, Celso Sabino (União-PA), só deixará o governo após a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Nova York, onde o petista participará da Assembleia Geral da ONU na próxima semana. Segundo fontes do Planalto, Sabino informou ao presidente que continuará no cargo apenas nos próximos dias para cumprir agendas consideradas importantes. O ministro se reuniu na tarde da sexta-feira (19) com Lula, no Palácio da Alvorada, em Brasília, onde discutiram o assunto.
A demissão já era esperada após a Executiva Nacional do União Brasil aprovar, na quinta-feira (18), uma resolução que determina a saída imediata de todos os filiados da legenda que ocupam postos no governo federal. A decisão atinge diretamente o comando do Ministério do Turismo, além de dezenas de cargos em órgãos da administração pública direta e indireta. Caso não cumpram a determinação, os integrantes do partido podem responder a processo disciplinar e até serem expulsos por “infidelidade partidária”, conforme prevê o estatuto da sigla.
A saída do União Brasil e também do Progressistas (PP) obriga o Palácio do Planalto a reorganizar a Esplanada dos Ministérios. A expectativa é de que Lula use esse movimento para atrair novos aliados e reforçar sua base de apoio no Congresso.
Além de Celso Sabino, outro ministro que deve deixar o governo é André Fufuca (PP-MA), titular do Esporte. No caso do Progressistas, a direção nacional concedeu um prazo maior, de 30 dias, para a saída dos filiados. A medida foi anunciada no mês passado, após a federação formada com o União Brasil decidir desembarcar da gestão petista.
A saída de Celso Sabino acontece em um momento sensível para o governo: às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em 2025 no Pará, estado do ministro. O evento colocará o estado e o Brasil no centro das atenções globais.
Com o movimento dos dois partidos, o governo Lula perde espaço importante em sua articulação política. União Brasil e PP juntos reúnem bancadas expressivas no Congresso Nacional, o que pode dificultar votações de interesse do Planalto nos próximos meses.
A disputa em torno dos cargos também abre espaço para negociações com outros partidos do chamado Centrão e da centro-esquerda, que podem ser contemplados com ministérios e postos estratégicos em troca de apoio.
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