Ciclone-bomba atinge o RS com ventos de até 120 km/h, estragos e paralisação de serviços

Tempestade severa provocada por ciclone-bomba causa queda de energia, corte de água, suspensão do Trensurb e danos estruturais em diversas cidades gaúchas.

Em Foco

07/08/2026 - 01:56:00 | 2 minutos de leitura

Ciclone-bomba atinge o RS com ventos de até 120 km/h, estragos e paralisação de serviços

A passagem de um ciclone-bomba pelo Rio Grande do Sul a partir da tarde de quinta-feira (6) provocou estragos significativos em múltiplos municípios do estado, mobilizando equipes de emergência e concessionárias de serviços públicos. Com rajadas de vento que atingiram 113 km/h na Base Aérea de Canoas e picos próximos a 120 km/h em outras localidades, o fenômeno veio acompanhado de chuva, granizo e o registro de um tornado na área rural de Pedro Osório — o segundo evento dessa natureza no estado em apenas uma semana.

Os impactos na infraestrutura e na mobilidade urbana foram imediatos:

  • Transporte e Trânsito: A Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb) paralisou integralmente suas operações após a queda de uma árvore sobre a rede aérea de energia em Sapucaia do Sul. Na capital, a queda de árvores interditou vias importantes, como a Avenida Saturnino de Brito, exigindo desvios operados pela fiscalização de trânsito.

  • Energia e Abastecimento de Água: O desabastecimento elétrico afetou bairros de Porto Alegre (como o Partenon) e diversas áreas de Canoas (Centro, Fátima, Rio Branco, Niterói, Igara, São José, Mathias Velho e Harmonia). A falta de energia paralisou as estações de tratamento da Corsan, interrompendo o fornecimento de água nos bairros Rio Branco e Niterói. A companhia acionou seu Plano de Ação e Contingência para Eventos Climáticos Severos para restabelecer o sistema assim que a energia for reestabelecida.

  • Danos Estruturais: Registraram-se desabamentos e destelhamentos em várias cidades: desabamento de telhado na Av. Ceará (Porto Alegre); destelhamento de residências em Canoas; queda de parte da estrutura do Mercado Marques (Caçapava do Sul); destruição do telhado da Vila Olímpica (Osório); e queda do muro do pátio do Presídio de Pelotas, sem registro de feridos ou comprometimento das celas.

As equipes técnicas permanecem avaliando os estragos, sem previsão de normalização imediata para todos os serviços afetados.


Foto: Reprodução/X