Cidade russa fica sob 'cerco' de ursos após ataques fatais deixarem 6 mortos em um mês

Pelo menos seis pessoas morreram em um período de 30 dias na Sibéria; autoridades russas investigam possível negligência governamental na gestão da fauna local.

Mundo

25/09/2026 - 02:38:00 | 2 minutos de leitura

Cidade russa fica sob 'cerco' de ursos após ataques fatais deixarem 6 mortos em um mês


A região de Krasnoyarsk e a vizinha Khakassia, situadas na Sibéria (Rússia), enfrentam uma crise de segurança pública provocada por uma sequência atípica de ataques violentos de ursos-pardos.


. Em apenas um mês, seis pessoas perderam a vida ao entrarem em contato com esses animais perto de áreas habitadas e florestais.


 A gravidade da situação levou funcionários locais a relatarem que uma cidade de aproximadamente 10 mil habitantes ficou praticamente sob "cerco".


O histórico recente de vítimas inclui dois aposentados encontrados mortos em uma floresta próxima a Podtyosovo no início de setembro, um trabalhador de 40 anos atacado no dia 6 de setembro, além de outras três vítimas registradas nas semanas posteriores. O caso mais recente ocorreu em 23 de setembro, quando um trabalhador florestal de 39 anos foi fatalmente atingido enquanto realizava a manutenção de máquinas em uma área de mata.


Frente ao cenário alarmante, o Comitê de Investigação da Rússia instaurou um processo para apurar uma possível conduta negligente por parte de agentes públicos locais. A suspeita é de que os órgãos responsáveis falharam em implementar medidas eficazes de controle populacional dos plantígrados e na prevenção de sua aproximação de perímetros urbanos.


Estatísticas do Ministério de Recursos Naturais da Rússia apontam que a população de ursos-pardos no país mais que dobrou em relação a 1990, atingindo cerca de 308 mil espécimes e

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. Apesar da escalada de casos na Sibéria, o ministério pondera que a média nacional de ataques fatais ou graves se mantém relativamente estável, variando entre 20 e 30 ocorrências por ano.


Diante do risco iminente, patrulhas locais abateram ao menos três ursos — incluindo um espécime de grande porte — e espantaram outros. Enquanto o Ministério de Emergências ressalta que o comportamento padrão dos ursos é fugir ao avistar humanos, registros em redes sociais mostram animais nadando próximos a áreas urbanas e cruzando estradas em frente a veículos, evidenciando a proximidade perigosa entre a fauna selvagem e a população local.


Foto: Reprodução/Pixels