Cientistas monitoram asteroide que pode colidir com a Terra e tem chances de cair no Brasil
Em Foco
04/02/2026 - 12:49:00 | 2 minutos de leitura

Corpo celeste foi descoberto no final de 2024 e deixará de ficar visível para os telescópios no início de março Os astrônomos aproveitando os últimos momentos para observar a trajetória de um asteroide que tem chances mínimas de colidir com a Terra em dezembro de 2032. O 2024 YR4, descoberto no final de 2024, pode, inclusive, cair no Brasil. O corpo celeste é um dos objetos mais estudados nos últimos meses justamente pelo risco de colisão com a Terra. Estudos recentes colocaram o Brasil como um dos locais com maior probalidade de ser atingido, caso a queda ocorresse. Localidades como Venezuela, Equador, Índia e Etiópia também estão na chamada “zona vermelha”. O asteroide tem entre 50 e 70 metros de diâmetro, tamanho aproximado de um prédio de 15 andares. Se colidir com a Terra, provavelmente se partiria em vários pedaços ao entrar na atmosfera, e teria parte do corpo desintegrado. Os destroços que chegarem ao solo, porém, causariam grandes danos a nível regional, destruindo vegetações e construções e, se for em área urbana, resultaria em danos à infraestrutura. Apesar de seguir monitorado pela ciência, o risco de colisão com a Terra é quase zero. O asteroide chegou a ter cerca de 3% de chances de atingir o nosso planeta (considerado altíssimo para nível de alerta). Mas estudos realizados no final do ano passado reduziram as probabilidades para 0,02%. O último acontecimento registado na Terra foi em 2013, quando um asteroide de cerca de 20 metros de diâmetro caiu em uma pequena cidade na Russia. Mas, anualmente, centenas de pequenos corpos celestes entram na atmosfera terrestre e são desintegrados de forma imediata. Muitos deles causam efeitos visuais conhecidos como estrelas cadentes ou bolas de fogo. Os próximos dias serão cruciais para a observação do asteroide 2024 YR4. Ele está se afastando da Terra e ficando quase imperceptível mesmo para os telescópios mais potentes. No início de março, deve entrar em um chamado “ponto cego” e se se tornaria visível aos equipamentos novamente em meados de 2028. A aproximação máxima com a Terra está prevista para o final de 2032, mais precisamente no dia 22 de dezembro, quando o asteroide vai passar entre a Lua e o nosso planeta. Os cálculos atuais indicam que essa passagem será, provavelmente, sem riscos.
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