Com recorde, governo arrecada R$ 2,709 tri em 2024, diz Receita
Em Foco
29/01/2025 - 12:26:00 | 3 minutos de leitura

O número foi puxado por variáveis macroeconômicas, arrecadação de imposto de renda sobre fundos offshore e tributação de fundos de investimento, retorno da tributação sobre os combustíveis, desempenho do Imposto de Importação e do IPI vinculado à Importação, em razão do aumento das alíquotas médias desses tributos; recolhimentos, de aproximadamente, R$ 7,4 bilhões. A arrecadação total das receitas federais alcançou R$ 2,652 bilhões em 2024, alta real (já descontada a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo — IPCA) de 9,62% sobre o resultado de 2023 (R$ 2,318 trilhões). Em termos nominais, o crescimento foi de 14,43%. Dados referentes exclusivamente a dezembro do ano passado revelam que a arrecadação federal somou R$ 261,265 bilhões no período, elevação de 7,78% em termos reais na comparação com igual mês de 2023 (R$ 231,225 bilhões). Segundo o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, os números refletem os resultados importantes da política econômica e da reativação da economia, como afirmou na entrevista coletiva para a apresentação dos dados da arrecadação federal de 2024. “Tivemos reativação de setores inteiros da economia que, com esse aquecimento, passaram a recolher ou voltar a recolher valores relevantes de tributos. É bom também destacar a mínima histórica do desemprego no Brasil. Então o grande aumento da massa salarial também tem um papel importantíssimo nessa arrecadação de 2024”, reforçou o secretário da Receita Federal. Barreirinhas ressaltou, ainda, os impactos positivos gerados pela mudança na abordagem do Fisco, com uma nova postura, menos repressiva e mais orientadora, focando na justiça fiscal e na desoneração de pequenos contribuintes e empresários produtivos. “Aquele direcionamento que venho repetindo nesses dois anos: uma Receita Federal menos repressiva e mais orientadora do contribuinte. Um governo que focou na justiça fiscal, na desoneração do pequeno contribuinte, na desoneração do empresário produtivo e focando a fiscalização e a arrecadação naqueles que antes não contribuíam com sua parcela justa. Principalmente, sobre as grandes rendas passivas aqui no Brasil”, afirmou. Segundo reforçou o secretário, houve movimento positivo apenas pelo fato de agora haver uma presença fiscal orientadora junto ao contribuinte. “Sobre a tributação dos super-ricos é sempre bom salientar que não estamos falando de aumento de carga tributária, de aumento de tributação. Aqui estamos tratando de trazer para a tributação aqueles que tinham patrimônio na casa de dezenas de milhões de reais em fundos fechados, em outros países, e que passaram a recolher imposto de renda como a classe média sempre recolheu”, destacou Barreirinhas.
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