Comemoração: O tetra da Libertadores é do Flamengo, mas a assinatura é do jaraguaense Filipe Luís
Em Foco
02/12/2025 - 12:37:00 | 3 minutos de leitura

Em um ano de carreira, Filipe Luís trocou questionamentos e dúvidas de sua capacidade por taças e provou que modernidade não é risco — é o caminho para o futebol brasileiro O Flamengo conquistou no sábado (29), em Lima, no Peru, o tetracampeonato da Copa Libertadores da América ao vencer o Palmeiras por 1 a 0. Um título gigantesco por si só, mas que ganha um brilho especial pelo protagonista silencioso à beira do campo: o catarinense Filipe Luís, de 40 anos, natural de Jaraguá do Sul. Em apenas um ano como treinador, ele, que iniciou sua trajetória como jogador nas divisões de base do Figueirense antes de trilhar uma carreira mundialmente vitoriosa na Europa, transformou seu início de vida técnica em um dos mais impressionantes da história recente do futebol brasileiro. Filipe chegou ao comando do Flamengo cercado de questionamentos. A falta de experiência, a juventude para o cargo e alguns poucos momentos de oscilação da equipe ao longo da temporada alimentaram debates sobre sua capacidade de conduzir um elenco tão estrelado. Houve quem sugerisse que faltava ao treinador aquele “toque final” decisivo, algo que só o tempo poderia dar. Mas o que se viu em 2025 foi exatamente o oposto: maturidade, metodologia, liderança e modernidade. Com uma escola claramente europeia — fruto de sua formação como atleta e de sua vivência em clubes de altíssimo nível — Filipe Luís implementou uma visão tática sofisticada, com jogadores atuando em múltiplas funções e um sistema de jogo dinâmico, ofensivo e organizado. O resultado aparece nos números: o Flamengo lidera o Campeonato Brasileiro da Série A com o ataque mais positivo (74 gols), o maior número de vitórias (22), um saldo de gols impressionante (50 gols) e está muito próximo de confirmar também o título nacional desta temporada. Já conquistou o Campeonato Carioca 2025 e a Copa do Brasil 2024, e agora coloca no currículo a Libertadores. A campanha continental foi sólida, e a final contra o Palmeiras mostrou um Flamengo dominante. Foi o time que tomou a iniciativa, empurrou o adversário para o campo de defesa e buscou a vitória desde o início. Os destaques individuais reforçam a força coletiva: Arrascaeta e Jorginho comandando o meio-campo, Bruno Henrique com movimentação intensa no ataque, uma defesa segura com Danilo — autor do gol do título —, Léo Pereira, Alex Sandro pela esquerda e Varela em grande atuação pela direita. Se em um ano de carreira já conquistou tantos títulos, o futuro de Filipe Luís pode ser de recordes de conquistas.
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