Como a operação "Gabarito em Branco" foi deflagrada pelo GAECO, as sugestões focam na fraude em concursos e sua conexão com crimes eleitorais no Sul do estado.

Operação “Gabarito em Branco” cumpre mandados em Santa Catarina e no Paraná; investigações apontam fraudes em certames públicos de Maracajá com conexões a crimes eleitorais.

Segurança

02/06/2026 - 10:24:00 | 2 minutos de leitura

Como a operação


Na manhã desta terça-feira, o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou a Operação “Gabarito em Branco”. A ação dá apoio direto à Promotoria Eleitoral de Araranguá e tem como principal objetivo sufocar um esquema de fraudes na organização, elaboração e resultados de certames públicos no Sul do estado.

Ao todo, os agentes cumprem 14 mandados de busca e apreensão em residências e sedes de empresas. As ordens judiciais foram expedidas pelo 25º Juízo das Garantias do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC).


Cidades Alvo das Diligências

O esquema ultrapassou as fronteiras do Sul catarinense, mobilizando equipes também no estado vizinho:

  • Santa Catarina: Maracajá e Meleiro.

  • Paraná: Cascavel e Umuarama.

Entenda o Esquema e a Conexão Eleitoral


O foco central do Procedimento Investigatório Criminal são as supostas irregularidades ocorridas no Concurso Público de 2023 e no Processo Seletivo de 2024, ambos realizados pela Prefeitura de Maracajá.


A administração municipal contratou, por meio de dispensa de licitação, um instituto com sede em Cascavel (PR) para aplicar as provas. Com o avanço dos levantamentos do GAECO, a força-tarefa identificou fortes indícios de que as fraudes nos resultados dos concursos estavam diretamente ligadas à prática de crimes eleitorais na região (como o direcionamento de vagas em troca de apoio político ou favorecimento de grupos locais).


O que busca a operação: As buscas visam apreender documentos, celulares e mídias digitais para consolidar as provas sobre o funcionamento do instituto contratado e identificar todos os envolvidos, incluindo agentes públicos e candidatos beneficiados.

A Polícia Científica de Santa Catarina acompanha as apreensões para garantir a cadeia de custódia e a integridade pericial de tudo o que for coletado. Como o processo tramita sob segredo de justiça, os nomes dos investigados ainda não foram formalmente divulgados.

Foto: Divulgação/Gaeco