Companhia aérea impede entrada de cachorro, e voo é cancelado no RJ

Geral

26/05/2025 - 12:24:00 | 2 minutos de leitura

Companhia aérea impede entrada de cachorro, e voo é cancelado no RJ

Um avião da TAP Air Portugal foi impedido de decolar no Aeroporto Internacional Tom Jobim-Galeão, no Rio de Janeiro (RJ), por não permitir o embarque de um cachorro de serviço. O voo tinha como destino a capital Lisboa, em Portugal, e partiria na tarde do último sábado (24). Um mandado judicial da 5ª Vara Cível da Comarca de Niterói (RJ) autorizou o cão de serviço Teddy a entrar na aeronave com a passageira Hayanne Porto. A irmã dela foi diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e, por isso, precisa de suporte constante do animal. Como a TAP não atendeu à determinação da Justiça, a família acionou a Polícia Federal (PF). Em seguida, agentes da corporação impediram a aeronave de decolar sem que Teddy viajasse em local apropriado. O processo detalha que uma situação similar ocorreu em 8 de abril. Na ocasião, mesmo após o cumprimento de todas as exigências legais, um animal de suporte emocional foi impedido de acompanhar uma criança com TEA no voo. Devido aos prejuízos sofridos pela família, a Justiça do Rio de Janeiro concedeu uma liminar que obrigava a autorização do embarque do animal. A assessoria do Aeroporto Internacional Tom Jobim confirmou que o voo, previsto para decolar às 15h40, foi cancelado. A TAP informou que: A prioridade número 1 da TAP sempre será a segurança dos nossos passageiros e da tripulação. Devido a uma ordem judicial de autoridades brasileiras, que violaria o Manual de Operações de Voo da TAP Air Portugal, aprovado pelas autoridades competentes portuguesas, e que colocaria em risco a segurança a bordo, lamentamos informar que fomos obrigados a cancelar o voo TP74. Este cancelamento foi devido à obrigação judicial de transporte em cabine de animal que não cumpre com a regulamentação aérea acima mencionada. Foram dadas alternativas de transporte para o animal, que não foram aceitas pelo tutor. Informamos, ainda, que a pessoa que necessita de acompanhamento do referido animal não realizaria a viagem neste voo. O animal seria acompanhado por passageira que não necessita do referido serviço. A TAP lamenta a situação, que lhe é totalmente alheia, mas reforçamos que jamais poremos em risco a segurança dos nossos passageiros, nem mesmo por ordem judicial.