Confederação Brasileira de Vôlei adota regras do COI e exige teste genético para categoria feminina

Ação alinha o vôlei nacional às diretrizes internacionais e exige teste do gene SRY para atuação nas principais competições femininas.

Esportes

15/08/2026 - 02:37:00 | 1 minutos de leitura

Confederação Brasileira de Vôlei adota regras do COI e exige teste genético para categoria feminina

 A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou a implementação da Política de Proteção da Categoria Feminina, diretriz alinhada às normas do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). A medida estabelece a obrigatoriedade da triagem genética para detecção do gene SRY — associado ao desenvolvimento do sexo biológico masculino — restringindo a elegibilidade na categoria exclusivamente a atletas do sexo biológico feminino.


As exceções regulatórias são limitadas a casos raros de Distúrbios do Desenvolvimento Sexual (DDS) que afetem a produção de testosterona, sob supervisão médica especializada. As atletas que optarem por não realizar a testagem não sofrerão sanções disciplinares, mas perderão a elegibilidade para participar de torneios do naipe feminino.


As novas diretrizes alteram o cenário das principais competições nacionais do país:

  • Competições Impactadas: Superliga, Supercopa e Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia.

  • Justificativa Institucional: O presidente da CBV, Radamés Lattari, pontuou que o objetivo é equiparar as normas nacionais às exigências do cenário olímpico e internacional.

  • Impacto Direto: Atletas trans, como Tifanny Abreu (atualmente no Osasco), terão a continuidade nas competições nacionais sujeita aos novos critérios genéticos, mantendo permissão para atuar em âmbitos estaduais até que se avalie a elegibilidade.


Foto: Reprodução/Instagram