Confiança da indústria no Brasil recua pelo 3º mês consecutivo em novembro, diz FGV
Em Foco
27/11/2024 - 12:33:00 | 2 minutos de leitura

A confiança da indústria no Brasil recuou pela terceira vez consecutiva em novembro, registrando a quarta queda do ano, devido à piora tanto na percepção do setor sobre a situação atual quanto nas expectativas para os próximos meses, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quarta-feira (27). O Índice de Confiança da Indústria (ICI) recuou 1,3 ponto em novembro na comparação com o mês anterior e foi a 98,6 pontos, de acordo com os dados da FGV. “O resultado sugere que os empresários estão cautelosos com o fim do ano, uma vez que a atividade do setor começa a dar sinais de arrefecimento”, explicou o economista da FGV IBRE Stéfano Pacini em nota. “Tanto expectativa quanto situação atual apresentam pioras disseminada entre os segmentos, ratificando essa sinalização.” Um dos fatores para a queda do ICI em novembro veio do Índice de Situação Atual (ISA), que mede o sentimento dos empresários sobre o momento presente do setor industrial, com recuo de 1,2 ponto no mês, para 101,7 pontos. No ISA, houve forte piora nos componentes sobre o nível de demanda e sobre a situação atual dos negócios, ambos com queda de 2,9 pontos em novembro, a 102,1 pontos e 101,1 pontos, respectivamente. O Índice de Expectativas (IE), indicador da percepção sobre os próximos meses, também contribuiu negativamente para a confiança, registrando baixa de 1,4 ponto no mês, a 95,4 pontos, o menor nível desde novembro de 2023 (92,6 pontos). Para as expectativas, o principal destaque negativo foi o indicador que mede a tendência dos negócios para os próximos seis meses, que teve queda de 2,8 pontos, a 94,3 pontos, igualando o pior resultado desde fevereiro de 2024. “No cenário macroeconômico, o ciclo de alta da taxa de juros com o intuito de segurar pressões de custos tende a conter a atividade econômica de um setor que teve a demanda aquecida durante quase todo o ano”, completou Pacini. Neste mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) votou de forma unânime para acelerar o ritmo de seu aperto monetário, elevando a Selic em 50 pontos-base, para 11,25% ao ano, em meio à preocupação com o superaquecimento da atividade econômica e os riscos de alta para a inflação.
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