Crise do metanol: governo determina que plataformas de e-commerce suspendam vendas de destilados
Em Foco
09/10/2025 - 12:30:00 | 3 minutos de leitura

O Ministério da Justiça e Segurança Pública solicitou que as maiores plataformas de vendas online suspendam temporariamente a venda de bebidas destiladas, como forma de tentar conter a crise do metanol. Ontem, 8, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) notificou a Shopee, Enjoei, Mercado Livre, Amazon Brasil, Magazine Luiza, Casas Bahia, Americanas, Zé Delivery e Carrefour para que adotem medidas imediatas de controle e prevenção relacionadas à venda de bebidas destiladas. A ideia é que as empresas suspendam temporariamente os anúncios e a comercialização desses produtos e que revisem os mecanismos internos de verificação para impedir a oferta de bebidas sem comprovação de procedência. Foi determinada ainda a retirada de anúncios de lacres, tampas, selos e garrafas não colecionáveis, frequentemente utilizados em esquemas de falsificação. As plataformas terão 24 horas, a partir da notificação, para informar à Senacon as providências adotadas e detalhar as ações de controle e segurança implementadas. O governo considera que as plataformas de vendas on-line têm papel fundamental na garantia de segurança e origem dos produtos que chegam aos consumidores. Isso significa que as empresas precisam assegurar que todas as bebidas vendidas sejam originais, fabricadas e distribuídas por fornecedores regulares, com rótulos e registros adequados. “A comercialização de bebidas falsificadas ou adulteradas é considerada uma infração grave e pode resultar em multas, punições administrativas e processos criminais. Além de violar as normas de defesa do consumidor, essas práticas colocam em risco a vida das pessoas, pois o consumo de bebidas adulteradas pode causar intoxicações graves e até mortes”, diz a nota do Ministério da Justiça. O plano do governo é que as empresas de comércio eletrônico adotem sistemas de verificação mais rigorosos, além de mecanismos de rastreabilidade capazes de identificar a origem dos produtos. A responsabilidade das plataformas inclui atuar de forma preventiva, retirando do ar qualquer anúncio que apresente sinais de irregularidade ou que não comprove a procedência do produto. A notificação das empresas integra um conjunto de medidas coordenadas pela Senacon para enfrentar os casos recentes de falsificação e adulteração de bebidas destiladas com metanol. Entre as medidas, a pasta emitiu recomendação preventiva a estabelecimentos do setor e iniciou a notificação de comércios que venderam produtos suspeitos, solicitando informações sobre origem, fornecedores e procedimentos de controle, com o objetivo de rastrear a cadeia de comercialização e garantir a segurança dos consumidores. Como parte das ações integradas, a Secretaria também reuniu representantes do setor de bebidas e do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC) para fortalecer a cooperação, intensificar a fiscalização, promover campanhas de orientação e estimular denúncias, ampliando a rede de proteção contra o consumo de bebidas adulteradas.
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