Cuba diz a Trump que defenderá ilha “até a última gota de sangue”

Em Foco

13/01/2026 - 12:21:00 | 2 minutos de leitura

Cuba diz a Trump que defenderá ilha “até a última gota de sangue”

Em publicação na rede social X no último domingo, o ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel, respondeu às falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que recomendou que o país caribenho faça um “acordo” com os norte-americanos “antes que seja tarde demais” e advertiu que os cubanos não terão mais acesso ao petróleo da Venezuela. Díaz-Canel afirmou que os estadunidenses “não têm moral para apontar o dedo para Cuba em nada, absolutamente em nada” e os acusou de “transformar tudo em negócio, inclusive as vidas humanas”. – Os que hoje destilam histeria contra a nossa nação o fazem doentes de raiva pela decisão soberana deste povo de escolher seu modelo político – adicionou. O líder cubano voltou a culpar as sanções dos EUA contra Cuba para justificar as mazelas econômicas e sociais da ilha. – Os que culpam a Revolução pelas severas carências econômicas que padecemos deveriam se calar de vergonha. Porque sabem, e reconhecem, que elas são fruto das medidas draconianas de asfixia extrema que os EUA nos impõem há seis décadas e que agora ameaçam intensificar. Ele finalizou afirmando que “Cuba é uma nação livre, independente e soberana”. – Ninguém nos dita o que fazer. Cuba não agride; é agredida pelos EUA há 66 anos, e não ameaça; se prepara, disposta a defender a Pátria até a última gota de sangue – concluiu. O presidente dos EUA advertiu que Cuba não receberá mais dinheiro ou petróleo da Venezuela. Ele disse que a ilha tem “vivido há anos” às custas dos recursos venezuelanos em troca de “serviços de segurança” prestados aos “dois últimos ditadores”, em referência a Hugo Chávez e Nicolás Maduro.