Descoberta Científica: O Vulcão Mais Antigo do Mundo com Estrutura Preservada Está na Amazônia

Relíquia de 1,9 bilhão de anos escondida no Pará revela segredos sobre a formação dos primeiros continentes da Terra e revoluciona a geologia global.

Em Foco

31/05/2026 - 13:08:00 | 2 minutos de leitura

Descoberta Científica: O Vulcão Mais Antigo do Mundo com Estrutura Preservada Está na Amazônia


No coração do sul do Estado do Pará, sob o manto densamente preservado da Floresta Amazônica, repousa um gigante adormecido — e petrificado — pelo tempo. Pesquisadores brasileiros identificaram as estruturas daquele que é considerado um dos vulcões mais antigos do planeta com sua anatomia original preservada, datado de impressionantes 1,9 bilhão de anos.

Diferente de outros registros geológicos da mesma era, que foram completamente deformados pelas forças tectônicas ao longo das eras, o vulcão da Amazônia mantém características originais intactas, como suas caldeiras, condutos e derrames de lava solidificada.


O Impacto para a Ciência Global

A descoberta coloca o Brasil e a Região Amazônica no epicentro dos estudos da geologia planetária. Encontrar um vulcão dessa idade com tamanha integridade estrutural é uma raridade científica. Ele funciona como uma verdadeira "cápsula do tempo", permitindo aos cientistas entender:

  • A formação dos continentes: Como a crosta terrestre se consolidou e se expandiu nos primórdios da Terra.

  • A atmosfera primitiva: A composição dos gases expelidos na época, ajudando a desenhar o cenário de um planeta ainda hostil à vida complexa.

  • Riqueza Mineral: A atividade vulcânica antiga nessa região (conhecida geologicamente como Província Tapajós-Parauari) está diretamente ligada à impressionante concentração de minérios de ferro, cobre e ouro no subsolo paraense.

Embora hoje a Amazônia seja uma área tectonicamente calma e livre de vulcanismo ativo, o achado prova que o passado da região foi marcado por uma violência geológica extrema, fundamental para moldar o continente como o conhecemos hoje.


Foto: Divulgação/ CPG