Desentendimento: Cúpula do Congresso entra em pé de guerra com líderes do governo Lula
Em Foco
25/11/2025 - 12:23:00 | 3 minutos de leitura

Crises paralelas na Câmara e no Senado pressionam o Planalto às vésperas das últimas votações do ano A relação do governo Lula (PT) com o comando do Congresso vive um dos seus momentos mais tensos desde o início do mandato. A poucas semanas do fim do ano legislativo, o Planalto enfrenta conflitos simultâneos nas duas Casas. Na Câmara, o impasse envolve o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), e o presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). A crise se tornou pública depois que Lindbergh acusou Motta de agir “na surdina” e de forma “errática” na condução de diversas matérias. Em mensagem divulgada nas redes sociais, Lindbergh afirmou que, se há uma crise de confiança entre o governo e o presidente da Câmara, isso decorre das escolhas do próprio Hugo Motta. Segundo ele, Motta deve “assumir as responsabilidades por suas ações”. O atrito se agravou na disputa pela relatoria do PL Antifacção, projeto elaborado pelo Ministério da Justiça e tratado como prioritário pelo governo. Apesar disso, Hugo Motta entregou a relatoria ao deputado Guilherme Derrite (PL-SP), que está licenciado do cargo de secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos). O movimento foi lido dentro do Planalto como uma tentativa de esvaziar a influência do PT na pauta de segurança pública. No Senado, o clima também é de desgaste. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), se queixa de não ter sido ouvido pelo Planalto na escolha de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Alcolumbre esperava ter peso na decisão e defendia, nos bastidores, a indicação de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a Corte. A escolha final por Messias foi interpretada como revés e aumentou o incômodo com o governo. Lula também não ligou para Alcolumbre a fim de comunicar sua decisão final por Messias, o que deixou o senador irritado. Os dois conflitos surgem em um momento sensível para o Planalto. O governo ainda precisa aprovar o Orçamento e garantir votos suficientes para confirmar Messias no Senado. Há preocupação real com a margem de votação. Aliados admitem que o placar pode ser apertado e exigirá reforço na articulação política. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, responsável pela coordenação política, acompanha de perto o avanço das crises. A avaliação é de que o governo precisará ampliar o diálogo para evitar derrotas simultâneas no Congresso Nacional.
Mais Em Foco
- 25 SetSTF impede que estados cancelem benefícios do ICMS de forma unilateralLEIA MAIS
22 SetBuscas por helicóptero de Rick e empresário avançam por novas rotas em SCLEIA MAIS
10 SetFuncionários da Caixa entram em greve nacional por impasse no plano de saúdeLEIA MAIS
09 SetInvestigação Revela Trituração de Pintinhos Vivos em Granjas do Sul do BrasilLEIA MAIS
06 SetFoguete brasileiro VS-30 V16 levará plataforma de microgravidade a 100 km de altitude em missão de teste de recuperaçãoLEIA MAIS- 03 SetLula sanciona lei que pode reduzir até R$ 16 bilhões das áreas de saúde e educaçãoLEIA MAIS
03 SetCNH para Idosos: Prazos de Validade e Como RenovarLEIA MAIS
28 AgoTransmissão ao vivo do lançamento do telescópio Nancy Grace Roman em Balneário CamboriúLEIA MAIS
28 AgoDona da Betnacional é alvo da Operação Jogo de Sombras por suspeita de sonegação e lavagem de dinheiroLEIA MAIS




