Donald Trump rebate chanceler alemão e nega "humilhação" em negociações com o Irã
Ele não sabe do que está falando": Trump ataca Friedrich Merz após líder alemão criticar falta de estratégia dos EUA no Oriente Médio e apontar resiliência iraniana.
29/04/2026 - 01:54:00 | 2 minutos de leitura
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou suas redes sociais e declarações públicas nesta terça-feira (28 de abril de 2026) para atacar duramente o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz. O embate marca um dos pontos mais baixos na relação transatlântica desde que Merz assumiu o cargo, evidenciando divisões profundas na OTAN sobre a condução da guerra e das negociações com o regime de Teerã.
A Crítica de Merz O conflito começou após declarações de Merz na segunda-feira, durante uma visita a uma escola em Marsberg. O chanceler afirmou que os Estados Unidos estão sendo "humilhados" pela liderança iraniana, citando a falta de uma estratégia de saída (exit strategy) clara. Merz destacou que os negociadores iranianos, especialmente a Guarda Revolucionária, têm sido "extremamente habilidosos em não negociar", fazendo a diplomacia americana viajar até Islamabad sem obter resultados concretos.
A Resposta de Trump Trump reagiu através da rede Truth Social, distorcendo a posição alemã ao sugerir que Merz seria conivente com as ambições nucleares do Irã.
"O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, acha que está tudo bem que o Irã tenha uma arma nuclear. Ele não sabe do que está falando!", publicou o presidente americano.
Trump ainda reforçou que os EUA "têm todas as cartas na mão" e que o Irã é quem estaria desesperado por um acordo, contradizendo a percepção europeia de que o conflito está estagnado e prejudicando a economia global.
Impacto Econômico e Geopolítico A irritação de Berlim reflete o custo econômico da guerra. O Ministério da Economia da Alemanha reduziu recentemente a previsão de crescimento do país para apenas 0,5%, citando a interrupção no fornecimento de energia e a instabilidade no Estreito de Ormuz. Merz tem sofrido pressão interna, com a ascensão da extrema-direita (AfD) nas pesquisas, e teme que o foco de Washington no Irã prejudique o envio de armamentos vitais para a Ucrânia.
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