Dosimetria seria solução se reduzir penas em 99 porcento, diz Zema sobre anistia

Em Foco

23/09/2025 - 12:23:00 | 2 minutos de leitura

Dosimetria seria solução se reduzir penas em 99 porcento, diz Zema sobre anistia

Pré-candidato à Presidência em 2026, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), avaliou, à CNN, que transformar o PL da Anistia em "PL da Dosimetria" só seria uma "solução" se praticamente zerar as penas pelo 8 de janeiro. "Se essa dosimetria for para reduzir as penas em 99%, aí eu até concordo que seria uma boa solução", declarou Zema, na segunda-feira (22). A declaração de Zema ocorreu após participar de jantar promovido pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em São Paulo. No evento, também esteve presente o governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que se dedicou nas últimas semanas a articular pelo avanço do projeto de lei da anistia. Ainda assim, o governador mineiro ponderou que é "totalmente favorável" à anistia aos condenados pelos ataques contra as sedes dos Três Poderes e casos correlatos - o que, no limite, poderia beneficiar também o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), recentemente condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). "Estamos querendo aplicar uma pena que é totalmente incondizente com o ato (do 8 de Janeiro)", acrescentou. A transformação da anistia em uma ferramenta para apenas reduzir penas de condenados tem sido defendida pelo relator do PL da Anistia na Câmara, deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP). A primeira sinalização sobre a transformação do projeto se deu após jantar entre Paulinho, o ex-presidente da República Michel Temer (MDB) e o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG). O relator já disse que Bolsonaro deve ser "beneficiado em alguns crimes que foram imputados a ele"; no STF, o ex-presidente recebeu uma pena de 27 anos e três meses de prisão, devido a cinco crimes relacionados ao que seria um plano de golpe contra o resultado da eleição de 2022. A guinada no projeto é, porém, criticada pela oposição, que defende uma anistia "ampla, geral e irrestrita". "Acordo indecoroso e infame", resumiu o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).