Dupla sertaneja chega ao fim com músico na mira de investigação da PF

Geral

21/04/2025 - 10:49:00 | 2 minutos de leitura

Dupla sertaneja chega ao fim com músico na mira de investigação da PF

A dupla Renan e Christiano, de Juiz de Fora anunciou oficialmente o fim da parceria musical. Em comunicado divulgado, a dupla informou que o cantor Renan dará continuidade à agenda de shows e projetos futuros, enquanto Christiano se afastará dos palcos. “O projeto Renan & Christiano entra em uma nova fase. Anunciamos uma mudança nesse caminho: Christiano se despede dos palcos e o Cantor Renan seguirá com a agenda de shows e novos projetos, dando continuidade ao trabalho com dedicação e comprometimento”, dizia a nota. Na última quarta-feira Cristiano Almeida Leite, o Christiano da dupla, foi alvo da operação “Teatro Invisível 2” da Polícia Federal. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em dois endereços ligados ao músico, além de outras quatro cidades do Rio de Janeiro. Segundo as investigações, a operação apura a atuação de uma rede de desinformação no RJ durante períodos eleitorais. Ao que tudo indica, atores eram contratados para simular diálogos em locais de grande circulação, com o objetivo de influenciar o eleitorado. No entanto, até o momento, a Polícia Federal não forneceu detalhes sobre a possível participação do músico no esquema. Além disso, não especificou os crimes pelos quais ele está sendo investigado. Ainda conforme a PF, os pagamentos a esses atores seriam realizados com recursos provenientes de contratos genéricos firmados entre prefeituras e oito empresas. Os valores totais poderiam alcançar R$ 3,5 bilhões. Além do músico, a operação “Teatro Invisível 2” teve como alvos outras figuras políticas do Rio de Janeiro. Entre os investigados estão o prefeito de Cabo Frio, Dr. Serginho (PL), o deputado estadual Valdecy da Saúde (PL), o candidato à prefeitura de Mangaratiba Aarão (PP), e Rubão (Podemos), que disputou a prefeitura de Itaguaí. Ademais, também foram alvos Davi Perini Vermelho (PSDB), presidente do Instituto Rio Metrópole, e Rodrigo de Castro, subsecretário de Eventos e Relações Institucionais do RJ. Conforme a investigação, o grupo é suspeito de uma série de crimes, incluindo obstrução de justiça, caixa 2, fraude em procedimentos licitatórios e lavagem de dinheiro. A suspeita é que os envolvidos teriam destruído provas importantes, armazenadas principalmente em formato digital, com o intuito de dificultar as investigações.