Em dezembro SC já registra 62 mil focos do mosquito Aedes aegypti

Em Foco

09/12/2025 - 17:48:00 | 2 minutos de leitura

Em dezembro SC já registra 62 mil focos do mosquito Aedes aegypti

Informe Epidemiológico aponta 134 mil notificações, avanço da chikungunya e alerta para ações permanentes de prevenção Santa Catarina chegou ao início de dezembro com 62.209 focos do mosquito Aedes aegypti distribuídos em 263 municípios, segundo o Informe Epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) no dia 1º. O cenário de avanço das arboviroses também inclui crescimento expressivo de notificações de dengue e aumento de casos prováveis da doença. De acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), já são 134.231 notificações de dengue, das quais 25.734 são consideradas casos prováveis. O boletim também contabiliza 21 óbitos confirmados pela doença e três mortes em investigação. Entre os 295 municípios catarinenses, 184 já são considerados infestados pelo mosquito transmissor. O diretor da DIVE, João Augusto Fuck, destaca que o avanço da dengue no território catarinense resulta da combinação entre fatores ambientais e comportamentais. Segundo ele, o clima favorece a reprodução do mosquito, ao mesmo tempo em que persistem dificuldades para que a população mantenha cuidados preventivos de forma contínua. “A dengue já faz parte do nosso cenário epidemiológico e demanda responsabilidade compartilhada entre poder público e comunidade”, afirmou o gestor. O informe também registra 2.799 notificações de chikungunya, sendo 840 casos prováveis e 699 com confirmação laboratorial. O aumento chama atenção: o número é 577,4% superior ao mesmo período de 2024, quando haviam sido contabilizados apenas 124 registros prováveis. Até o momento, quatro mortes por chikungunya foram confirmadas em Santa Catarina. Transmitida pelo mesmo vetor, a doença provoca febre alta, dores intensas nas articulações, dor muscular, manchas na pele e cansaço extremo, podendo levar à internação e representar risco à vida de idosos e pessoas com comorbidades. A SES afirma que mantém equipes mobilizadas e intensifica as ações de combate ao mosquito, mas ressalta que a participação da população é determinante para reduzir os indicadores das arboviroses no estado. Entre as medidas orientadas pelos órgãos de saúde estão: eliminar recipientes que acumulem água da chuva; evitar descarte irregular de materiais; manter piscinas tratadas ou esvaziadas; higienizar vasilhas de animais semanalmente; colocar areia nos pratinhos de plantas; manter lixeiras tampadas e pneus guardados em locais secos. A orientação é de atenção redobrada no verão, período em que altas temperaturas e maior volume de chuvas favorecem a proliferação do Aedes aegypti.