Em Santa Catarina, Governo recua e mantém suspensão de radares após cancelar contrato de R$ 116 milhões

Decisão interrompe a instalação de fiscalização eletrônica em 230 pontos críticos de 36 rodovias; gestão avalia alternativas técnicas e orçamentárias.

Santa Catarina

23/05/2026 - 07:33:00 | 2 minutos de leitura

Em Santa Catarina, Governo  recua e mantém suspensão de radares após cancelar contrato de R$ 116 milhões


O Governo de Santa Catarina suspendeu um contrato de R$ 116 milhões para a instalação de 230 lombadas eletrônicas e 12 radares (pardais) em 36 rodovias estaduais. Após forte repercussão negativa, o governador Jorginho Mello determinou o cancelamento do acordo para evitar a penalização dos motoristas, mantendo as rodovias sem fiscalização fixa. 


O Vaivém da Decisão

Inicialmente, a instalação dos radares era vista como uma medida urgente para conter o índice de acidentes em trechos de alta periculosidade. No entanto, após questionamentos técnicos e uma reavaliação do impacto orçamentário, a gestão optou por voltar atrás e manter o fim dos radares previstos no lote licitado.

Fontes ligadas ao governo apontam que a suspensão do contrato visa uma "readequação de prioridades", buscando modelos de fiscalização que associem menor custo público a uma suposta maior eficácia educativa, embora especialistas em segurança no trânsito alertem para os riscos da ausência de monitoramento de velocidade.


Impacto nas Rodovias

O cancelamento do projeto afeta diretamente a malha rodoviária que aguardava o reforço na sinalização. Os 230 pontos mapeados haviam sido selecionados com base em:

  • Altas taxas de sinistros e colisões graves.

  • Trechos com declives acentuados e curvas sinuosas.

  • Perímetros urbanos que cortam rodovias, onde há intenso fluxo de pedestres.

Com a manutenção do fim dos radares nesses locais, o policiamento rodoviário ostensivo precisará ser remanejado para suprir a ausência da fiscalização eletrônica automatizada.


O que dizem os Especialistas

Setores de engenharia de tráfego criticaram a medida, sob o argumento de que a fiscalização eletrônica é a ferramenta mais eficaz para a redução imediata de velocidade e preservação de vidas. Por outro lado, defensores da suspensão alegam a necessidade de auditar os contratos e focar em melhorias na infraestrutura das pistas (como recapeamento e iluminação) antes da aplicação de penalidades aos condutores.

O governo ainda não apresentou um plano substitutivo detalhado para os pontos que ficarão sem os equipamentos.


Foto: Divulgação