Em vez de reconhecer as falhas de sua política econômica, o Ministro da Fazenda escolheu buscar culpados para os problemas econômicos do país
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20/01/2025 - 12:35:00 | 3 minutos de leitura

A economia brasileira enfrenta uma crise de desconfiança. Devido ao descontrole fiscal, os títulos públicos estão sendo negociados a taxas de juros estratosféricas, chegando a 15% ao ano. O dólar se consolidou acima de R$ 6. A inflação, por sua vez, continua em ascensão, ultrapassando a meta estabelecida para 2024. Em um cenário econômico marcado por um rigoroso aperto monetário e pelo esgotamento dos estímulos fiscais, somado às incertezas globais provocadas pela eleição de Donald Trump, a economia brasileira já apresenta sinais de desaceleração. Em meio a este cenário turbulento, seria de se esperar uma correção de rumo por parte do governo. No entanto, em vez de reconhecer as falhas da política econômica e promover uma redução de gastos públicos, além de reformas que melhorem o ambiente de negócios e a produtividade da economia, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, optou pelo caminho da negação. Em entrevista realizada pela CNN Brasil na última sexta-feira (17), a jornalista Thais Herédia fez uma pergunta pertinente ao Ministro, questionando a desconfiança tanto da população quanto dos agentes do mercado financeiro em relação às medidas econômicas do governo. Esperava-se que o Ministro oferecesse uma resposta fundamentada ao menos em princípios econômicos básicos. Contudo, Haddad teve a proeza de atribuir os problemas econômicos brasileiros ao ex-Presidente Jair Bolsonaro, ao Deputado Federal Nikolas Ferreira e, claro, ao inevitável Donald Trump. Infelizmente, já se tornou um hábito para Haddad culpar terceiros. Quando o dólar ultrapassou a barreira dos R$ 6, ele apontou os “especuladores financeiros” como responsáveis. Quando confrontado sobre o déficit das contas públicas, Haddad prefere culpar seus antecessores, especialmente Paulo Guedes — no entanto, ele omite convenientemente o descalabro fiscal iniciado por Lula e sacramentado por Dilma. Haddad se comporta como aquela típica criança que, ao ser flagrada fazendo algo errado, prefere culpar o amiguinho, o irmãozinho ou até mesmo um bichinho imaginário. Enquanto Haddad insiste em negar a realidade e em culpar terceiros pelos desafios econômicos do país, é crucial focarmos nos fatos. Em 31 de dezembro de 2022, o Brasil concluiu o ano com uma taxa de câmbio de R$ 5,28. Além disso, o país alcançou um superavit primário em 2022, de aproximadamente 0,6% do PIB. Apesar dos gastos extraordinários devido à pandemia, o governo Bolsonaro deixou para seu sucessor uma relação dívida/PIB de 72,9%, uma melhoria comparada aos 74,8% recebidos em 2018. A independência da política monetária possibilitou ao Banco Central adotar um rigoroso aperto monetário durante um ano eleitoral. Como resultado, o Brasil encerrou 2022 com uma inflação de 5,8%, inferior à de economias desenvolvidas como os Estados Unidos (6,4%), a Zona do Euro (9,2%) e o Reino Unido (9,2%). Além disso, no mandato do governo anterior, houve um aumento de 10% no número de empregados. Foram deixados investimentos em infraestrutura contratados no valor de mais de R$ 1 trilhão, mais de 15 acordos comerciais foram firmados, e o Brasil se tornou o governo mais digitalizado das Américas.
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