Escalada Protecionista: EUA propõem novas tarifas ao Brasil por brechas no combate ao trabalho forçado
Governo Trump propõe sobretaxa de até 12,5% contra o Brasil e mais 59 países após concluir investigação sobre trabalho forçado
03/06/2026 - 08:57:00 | 2 minutos de leitura
O governo dos Estados Unidos, sob a gestão do presidente Donald Trump, anunciou a conclusão de uma ampla investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio Americana. O relatório final conclui que o Brasil e outras dezenas de nações falharam em aplicar e impor de forma efetiva a proibição de importação e circulação de bens produzidos por meio de trabalho forçado em suas cadeias produtivas.
Como penalidade, Washington sugeriu a aplicação de tarifas alfandegárias adicionais que variam de 10% a 12,5%:
Tarifa de 12,5%: Aplicada ao Brasil e a um bloco de outras 45 economias (incluindo a África do Sul e a Arábia Saudita), sob a justificativa de que estes países não conseguiram impor nem aplicar de forma eficaz a proibição desses bens.
- Tarifa de 10%: Direcionada a 14 parceiros — incluindo o bloco da União Europeia, Canadá, México e Argentina — cujos mecanismos de proibição existem, mas apresentaram falhas pontuais de aplicação no entendimento do USTR.
Impacto Acumulado e Reação Brasileira
Para o Brasil, a medida chega em um momento econômico delicado e representa uma bitributação agressiva. A nova sobretaxa de 12,5% se acumularia a um tarifaço anterior de 25% anunciado apenas um dia antes pela Casa Branca, decorrente de outra investigação sobre supostas "práticas comerciais desleais" brasileiras. Diplomatas e integrantes do governo brasileiro manifestaram profunda "indignação", apontando que a ofensiva tarifária de Trump possui um forte viés político e protecionista mascarado de pauta humanitária.
Próximos Passos e Defesa Comercial
A aplicação das sanções ainda não é definitiva. O USTR abriu um período de consultas e manifestações formais para que os setores afetados enviem comentários escritos. Além disso, uma audiência pública oficial foi agendada para o dia 7 de julho em Washington, onde representantes do governo brasileiro e de associações exportadoras tentarão reverter ou abrandar o impacto das medidas antes que o decreto final entre em vigor.
O governo dos Estados Unidos, sob a gestão do presidente Donald Trump, anunciou a conclusão de uma ampla investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio Americana. O relatório final conclui que o Brasil e outras dezenas de nações falharam em aplicar e impor de forma efetiva a proibição de importação e circulação de bens produzidos por meio de trabalho forçado em suas cadeias produtivas.
Como penalidade, Washington sugeriu a aplicação de tarifas alfandegárias adicionais que variam de 10% a 12,5%:
Tarifa de 12,5%: Aplicada ao Brasil e a um bloco de outras 45 economias (incluindo a África do Sul e a Arábia Saudita), sob a justificativa de que estes países não conseguiram impor nem aplicar de forma eficaz a proibição desses bens.
- Tarifa de 10%: Direcionada a 14 parceiros — incluindo o bloco da União Europeia, Canadá, México e Argentina — cujos mecanismos de proibição existem, mas apresentaram falhas pontuais de aplicação no entendimento do USTR.
Impacto Acumulado e Reação Brasileira
Para o Brasil, a medida chega em um momento econômico delicado e representa uma bitributação agressiva. A nova sobretaxa de 12,5% se acumularia a um tarifaço anterior de 25% anunciado apenas um dia antes pela Casa Branca, decorrente de outra investigação sobre supostas "práticas comerciais desleais" brasileiras. Diplomatas e integrantes do governo brasileiro manifestaram profunda "indignação", apontando que a ofensiva tarifária de Trump possui um forte viés político e protecionista mascarado de pauta humanitária.
Próximos Passos e Defesa Comercial
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