Esmeraldas e pelo menos R$ 300 mil em dinheiro vivo são apreendidos em operação contra dono da Ultrafarma

Em Foco

13/08/2025 - 12:29:00 | 2 minutos de leitura

Esmeraldas e pelo menos R$ 300 mil em dinheiro vivo são apreendidos em operação contra dono da Ultrafarma

Dinheiro e joias foram estavam na casa do parceiro do empresário, responsável por lavar dinheiro. Operação do MP-SP mira um esquema de corrupção de mais de R$ 1 bilhão. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP), com auxílio da polícia, apreendeu na terça-feira (12) dois pacotes com esmeraldas e pelo menos R$ 300 mil durante a operação que visa desarticular um esquema de corrupção bilionário envolvendo auditores fiscais tributários da Secretaria de Estado da Fazenda. Três mandados de prisão temporária foram cumpridos, sendo os alvos: Sidney OIiveira, dono e fundador da Ultrafarma; Artur Gomes da Silva Neto, auditor da Diretoria de Fiscalização (DIFIS) da Fazenda estadual paulista; Mario Otávio Gomes, diretor estatutário do grupo Fast Shop. O auditor fiscal tinha um parceiro, responsável por lavar o dinheiro, que também é alvo da investigação. Na residência dele, em Alphaville, foram encontrados dois pacotes com esmeraldas, R$ 330 mil e US$ 10 mil (cerca de R$ 54.200), além de 600 euros, dentro de um cofre. Segundo a investigação, Artur comandava um esquema de fraudes em créditos tributários, tendo arrecadado cerca de R$ 1 bilhão em propinas desde 2021, segundo os promotores. Ele usava o cargo dele para manipular processos administrativos e facilitar a quitação de créditos tributários às empresas. O auditor recebia propina mensalmente para manter o esquema. Em nota, a Secretaria de Estado da Fazenda informou que acabou "de instaurar processo administrativo para apurar, com rigor, a conduta do servidor envolvido e que solicitou formalmente ao Ministério Público do Estado de São Paulo o compartilhamento de todas as informações pertinentes ao caso". Além dos três mandados de prisões, os agentes cumprem diversos mandados de busca e apreensão em endereços residenciais dos alvos e nas sedes das empresas investigadas. Segundo o Ministério Público, a operação é fruto de meses de trabalho investigativo, com análise de documentos, quebras de sigilo e interceptações autorizadas pela Justiça. Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.