EUA cancelam vistos da filha e da esposa do ministro Alexandre Padilha
Em Foco
16/08/2025 - 13:58:00 | 3 minutos de leitura

Os Estados Unidos cancelaram, na sexta-feira (15), os vistos da esposa e da filha de 10 anos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Já o próprio ministro está com o visto vencido desde 2024, portanto, não é passível de cancelamento. Nesta semana, o Departamento de Estado dos Estados Unidos revogou os vistos de funcionários do governo brasileiro ligados à implementação do programa Mais Médicos. Foram cancelados os vistos de Mozart Julio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, e Alberto Kleiman, ex-assessor de Relações Internacionais da pasta e atual coordenador-geral para 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30). Em comunicado, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, justifica que os servidores teriam contribuído para um “esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano” por meio do Mais Médicos. Padilha também era ministro da Saúde quando o Mais Médicos foi criado, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2013. O programa atende regiões remotas e com escassez desses profissionais. De 2013 até 2018, médicos cubanos participaram do programa por meio de cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Após a sanção aos funcionários brasileiros, Padilha defendeu o programa que, segundo ele, “sobreviverá aos ataques injustificáveis de quem quer que seja”. Os EUA impõem, há mais de 60 anos, um duro bloqueio econômico à ilha caribenha com o objetivo de mudar o regime político do país, estabelecido após a Revolução de 1959. Como a exportação de médicos é uma das principais formas de Cuba conseguir recursos frente ao bloqueio, o governo de Donald Trump tenta, desde o início de seu segundo mandato, constranger os países que recebem profissionais cubanos. O programa de cooperação cubano existe desde a década de 1960. Ao longo da história, 605 mil médicos cubanos atuaram em 165 nações. Países como Portugal, Ucrânia, Rússia e Espanha, Argélia e Chile já receberam médicos da ilha, segundo dados do Ministério da Saúde de Cuba. No Brasil, durante o governo de Jair Bolsonaro, o Mais Médicos mudou de nome – para Médicos pelo Brasil – e o acordo com a Opas foi encerrado. Em 2013, o programa foi reformulado e ampliado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, rebatizado como Mais Médicos, com prioridade para profissionais brasileiros e abertura de vagas para outras áreas de saúde, como dentistas, enfermeiros e assistentes sociais.
Mais Em Foco
09 AgoQuem eram as três turistas colombianas que morreram em queda de helicóptero no Rio de JaneiroLEIA MAIS
09 AgoBalanço da Defesa Civil aponta 2.362 desalojados e 117 cidades atingidas por ciclone bomba no RSLEIA MAIS
08 AgoPF Indicia Dono da Voepass Após Empresário Admitir Conhecimento sobre Omissão de PanesLEIA MAIS
07 AgoCiclone-bomba atinge o RS com ventos de até 120 km/h, estragos e paralisação de serviçosLEIA MAIS- 02 AgoAtaque em Fábrica da Bombril Deixa Três Mortos em São Bernardo do Campo; Suspeito Morre na CadeiaLEIA MAIS
- 01 AgoEclipse solar total ocorrerá neste mês; veja tudo que você precisa saberLEIA MAIS
31 JulAgosto Começa com Chuvarada e Nova Massa de Ar Frio no Sul do BrasilLEIA MAIS
30 JulCiclone intensifica nova frente fria e traz risco de temporais no Sul do BrasilLEIA MAIS- 25 JulChuvas no RS Antecipam Sinais do El Niño e Acendem Alerta para Próximos Meses em SCLEIA MAIS






