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EUA consideram reimpor Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, revela jornal britânico
 

EUA consideram reimpor Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, revela jornal britânico

Governo Trump reavalia sanções contra o ministro do STF em meio ao agravamento das tensões diplomáticas e a controvérsias sobre sigilo de fonte jornalística no Brasil.

Política

17/08/2026 - 00:50:00 | 2 minutos de leitura

EUA consideram reimpor Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, revela jornal britânico


O governo dos Estados Unidos voltou a discutir a aplicação de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base na Lei Global Magnitsky. A informação foi revelada pelo jornal britânico Financial Times. O estopim para a reabertura do debate em Washington foi uma recente operação autorizada por Moraes que envolveu buscas e a quebra de sigilo da fonte do jornalista Luís Pablo, autor de reportagens sobre o uso de veículos do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino.


O episódio gerou atrito internamente no próprio STF. O presidente da Corte, Edson Fachin, defendeu abertamente a proteção constitucional ao sigilo de fonte, sinalizando que o tema deve ser submetido ao plenário. Enquanto Moraes alega que as medidas apuram indícios de ilegalidades e não alcançam garantias da imprensa, fontes da administração de Donald Trump ouvidas pelo Financial Times indicam que o magistrado voltou a ser encarado como um opositor direto na região.


Moraes já havia sido incluído na lista da Lei Magnitsky em julho de 2025, tendo ativos bloqueados e restrições financeiras, além de ter a extensão das sanções aplicadas à sua esposa e ao Lex Instituto. Tais medidas haviam sido retiradas em dezembro de 2025 durante uma tentativa de reaproximação diplomática entre os governos de Lula e Trump.


A eventual reaplicação das sanções surge em um contexto de forte deterioração das relações entre Brasília e Washington. A escalada diplomática inclui tarifas americanas sobre produtos brasileiros, a abertura do processo da Lei da Reciprocidade Econômica pelo Brasil, a revogação do visto da embaixadora brasileira nos EUA e o bloqueio da entrada de diplomatas norte-americanos no país.



Foto: Tom Molina/ Fotoarte