EUA suspendem vistos e ampliam triagem em aeroportos para conter avanço do Ebola
Washington invoca lei de emergência sanitária e restringe por 30 dias a entrada de estrangeiros que passaram por áreas afetadas na África Central e Oriental após OMS declarar emergência internacional.
19/05/2026 - 08:25:00 | 3 minutos de leitura
Em uma resposta rápida à escalada de novos surtos na África, o governo dos Estados Unidos anunciou uma série de medidas severas de controle sanitário para evitar a entrada do vírus Ebola em seu território. A decisão vem logo após a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificar a situação na República Democrática do Congo (RDC) como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional.
Restrições de Viagem e Vistos
Invocando o Título 42 — uma legislação de saúde pública que permite barrar a entrada de indivíduos para prevenir a disseminação de doenças transmissíveis —, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) decretaram a suspensão da emissão e validade de vistos para cidadãos estrangeiros que tenham viajado ou transitado pela República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias (período máximo de incubação do vírus).
A restrição inicial tem validade de 30 dias, podendo ser renovada caso o cenário epidemiológico não apresente melhora. Cidadãos norte-americanos, residentes permanentes legais (portadores de Green Card) e diplomatas estão isentos da proibição, mas serão obrigatoriamente submetidos a triagens médicas rigorosas e protocolos de monitoramento ao desembarcarem.
Triagem Ampliada nos Aeroportos
Além do bloqueio de vistos, os principais hubs aeroportuários dos EUA começaram a operar sob um regime especial de vigilância. A triagem de passageiros inclui:
Verificação de histórico de viagem detalhado;
Medição de temperatura corporal por sensores termais;
Entrevistas conduzidas por equipes médicas do CDC para identificar sintomas comuns da doença (como febre súbita, dores musculares e erupções cutâneas).
O CDC também atua no repatriamento seguro de um pequeno grupo de norte-americanos e agentes humanitários que operavam nas regiões de risco e que teriam sido expostos diretamente à nova cepa do vírus (identificada por especialistas como a estirpe Bundibugyo).
Gravidade do Surto
Embora as autoridades de saúde classifiquem o risco imediato para a população dos EUA como "baixo", a agressividade do surto no continente africano acendeu o sinal de alerta global. Apenas na RDC, já foram contabilizados mais de 350 casos suspeitos e cerca de 91 a 105 mortes confirmadas. O vizinho Uganda também já registrou óbitos decorrentes da doença. A taxa de letalidade desta estirpe específica varia entre $25\%$ e $40\%$, e o cenário se agrava pelo fato de não haver, até o momento, uma vacina ou tratamento amplamente eficaz homologado para essa variante específica do vírus.
Países vizinhos na África, como o Ruanda, adotaram medidas extremas paralelas, incluindo o fechamento temporário de fronteiras terrestres.
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