Exportações de petróleo do Brasil para a China dobram no 1º trimestre e atingem patamar recorde

Impulsionado pela instabilidade no Oriente Médio e pela produção recorde do pré-sal, o Brasil consolidou a China como destino de 65% do seu óleo bruto em março, alcançando o segundo maior volume de exportação da história.

Economia

16/04/2026 - 07:36:00 | 2 minutos de leitura

Exportações de petróleo do Brasil para a China dobram no 1º trimestre e atingem patamar recorde



As exportações brasileiras de petróleo bruto para a China apresentaram um crescimento explosivo nos primeiros três meses de 2026.


 Segundo dados da balança comercial, o volume enviado ao gigante asiático mais do que dobrou em comparação ao mesmo período do ano anterior, somando US$ 7,2 bilhões


apenas no primeiro trimestre.


O movimento foi acentuado em março de 2026, quando a China importou cerca de 1,6 milhão de barris por dia (bpd) do Brasil. Este volume representa o segundo maior nível


 da série histórica, ficando atrás apenas do pico registrado em 2020. Com isso, a participação chinesa nas exportações totais de óleo brasileiro saltou de 57% no acumulado


 do trimestre para impressionantes 65% no mês de março.


Fatores do Recorde:


  • Geopolítica: O agravamento de conflitos no Oriente Médio e riscos no Estreito de Ormuz forçaram Pequim a buscar segurança energética na Bacia do Atlântico, priorizando o Brasil como fornecedor estável.

  • Produção Nacional: A Petrobras encerrou 2025 com produção recorde (quase 3 milhões de barris diários), garantindo o excedente necessário para suprir a demanda externa.

  • Qualidade Técnica: O óleo do pré-sal é altamente valorizado pelas refinarias chinesas, que adaptaram suas plantas para processar o crudo brasileiro de médio e baixo teor de

     enxofre.

Apesar do otimismo econômico, especialistas alertam para a "dependência estrutural" da pauta exportadora brasileira, que se torna cada vez mais sensível às oscilações da


 demanda industrial chinesa e ao cenário de guerra que reconfigura os fluxos globais de energia.



Foto: Uploads