Flávio Bolsonaro se reúne com Trump e pede classificação de PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas
Em Washington, Flávio Bolsonaro faz apelo a Trump contra facções brasileiras; governo Lula se opõe à medida por risco à soberania
27/05/2026 - 05:20:00 | 2 minutos de leitura
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), encontrou-se nesta terça-feira (26 de maio de 2026) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca. Acompanhado por seu irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o parlamentar afirmou que o objetivo central da agenda — que não constava na previsão oficial do governo americano — foi solicitar formalmente que as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) sejam designadas como organizações terroristas estrangeiras pelos EUA.
Durante uma coletiva de imprensa realizada após a reunião, Flávio argumentou que cerca de 25% da população brasileira vive atualmente em territórios controlados por esses grupos criminosos, os quais operam como uma espécie de "governo paralelo". De acordo com o senador, rotulá-los como terroristas sufocaria financeiramente suas redes globais de tráfico. Além disso, Flávio garantiu que, caso seja eleito presidente nas eleições de outubro, o Brasil integrará o "Escudo das Américas", uma aliança de segurança regional lançada pelo governo Trump.
O Embate com o Governo Federal
A iniciativa aprofunda a polarização internacional entre a oposição e o Palácio do Planalto:
Posição de Flávio Bolsonaro: Criticou abertamente a postura do governo atual, alegando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria feito o movimento oposto em sua última visita à Casa Branca, supostamente pedindo que o governo americano não adotasse a classificação de terrorismo para as facções.
Posição do Governo Lula: A gestão federal manifesta forte oposição à medida, defendendo que a aplicação do marco legal de terrorismo a grupos criminosos comuns gera sérios riscos à soberania nacional, além de abrir brechas para interferências externas ou sanções colaterais que poderiam prejudicar empresas, bancos e o comércio do Brasil.
O governo norte-americano já adota critérios semelhantes para grandes cartéis da Colômbia, do México e para a gangue venezuelana Tren de Aragua. Vizinhos regionais como a Argentina e o Paraguai também já alinharam suas legislações para classificar o PCC e o CV sob o status de terrorismo. No entanto, uma decisão oficial por parte de Washington para incluir as facções brasileiras ainda passa por análise técnica do Departamento de Estado e do Conselho de Segurança Nacional americano.
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), encontrou-se nesta terça-feira (26 de maio de 2026) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca. Acompanhado por seu irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o parlamentar afirmou que o objetivo central da agenda — que não constava na previsão oficial do governo americano — foi solicitar formalmente que as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) sejam designadas como organizações terroristas estrangeiras pelos EUA.
Durante uma coletiva de imprensa realizada após a reunião, Flávio argumentou que cerca de 25% da população brasileira vive atualmente em territórios controlados por esses grupos criminosos, os quais operam como uma espécie de "governo paralelo". De acordo com o senador, rotulá-los como terroristas sufocaria financeiramente suas redes globais de tráfico. Além disso, Flávio garantiu que, caso seja eleito presidente nas eleições de outubro, o Brasil integrará o "Escudo das Américas", uma aliança de segurança regional lançada pelo governo Trump.
O Embate com o Governo Federal
A iniciativa aprofunda a polarização internacional entre a oposição e o Palácio do Planalto:
Posição de Flávio Bolsonaro: Criticou abertamente a postura do governo atual, alegando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria feito o movimento oposto em sua última visita à Casa Branca, supostamente pedindo que o governo americano não adotasse a classificação de terrorismo para as facções.
Posição do Governo Lula: A gestão federal manifesta forte oposição à medida, defendendo que a aplicação do marco legal de terrorismo a grupos criminosos comuns gera sérios riscos à soberania nacional, além de abrir brechas para interferências externas ou sanções colaterais que poderiam prejudicar empresas, bancos e o comércio do Brasil.
O governo norte-americano já adota critérios semelhantes para grandes cartéis da Colômbia, do México e para a gangue venezuelana Tren de Aragua. Vizinhos regionais como a Argentina e o Paraguai também já alinharam suas legislações para classificar o PCC e o CV sob o status de terrorismo. No entanto, uma decisão oficial por parte de Washington para incluir as facções brasileiras ainda passa por análise técnica do Departamento de Estado e do Conselho de Segurança Nacional americano.
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