Forte explosão solar coloca Terra em alerta e ameaça cronograma da missão Artemis II

"O Sol entra em fase de atividade máxima, disparando ejeção de massa coronal que pode comprometer satélites e forçar a NASA a revisar os protocolos de segurança para a primeira missão tripulada à Lua em mais de 50 anos."

Alerta

31/03/2026 - 05:54:00 | 2 minutos de leitura

 Forte explosão solar coloca Terra em alerta e ameaça cronograma da missão Artemis II

O Gemini disse


Uma das maiores explosões solares registradas nos últimos anos atingiu o campo magnético da Terra nesta semana, provocando auroras boreais em latitudes incomuns e gerando preocupação nas agências espaciais. O fenômeno, classificado como uma Ejeção de Massa Coronal (CME) de classe X, direcionou partículas altamente carregadas para o nosso planeta.

O Impacto na Terra: Os especialistas alertam para possíveis interrupções em sistemas de GPS, comunicações de rádio de alta frequência e oscilações na rede elétrica. Embora a magnetosfera terrestre nos proteja, a infraestrutura tecnológica moderna é vulnerável ao aumento da radiação ionizante.

O Desafio para a Artemis II: O maior risco, no entanto, recai sobre a Artemis II, a missão da NASA que levará quatro astronautas para orbitar a Lua. Diferente da Terra, o espaço profundo não oferece a proteção do nosso campo magnético.

  • Radiação para a Tripulação: Uma explosão dessa magnitude durante a missão poderia expor os astronautas a níveis perigosos de radiação.

  • Eletrônica da Orion: Os sistemas de navegação da cápsula Orion podem sofrer interferências severas, exigindo blindagem adicional ou adiamentos preventivos.

A NASA e a ESA (Agência Espacial Europeia) monitoram o "clima espacial" em tempo real para decidir se a janela de lançamento original permanece segura ou se ajustes no escudo térmico e de radiação serão necessários antes da decolagem.




Nota técnica: Em termos científicos, o risco para a Artemis II é real porque a nave sairá da proteção dos Cinturões de Van Allen. Para calcular a dose de radiação absorvida em eventos assim, utiliza-se a seguinte relação para o fluxo de partículas solares:

Onde representa o fluxo total de prótons solares acima de um nível de energia crítico que pode penetrar a blindagem da nave.

Foto: Divulgação NASA