Gaza: mais de 30 países se reúnem para debater medidas contra Israel

Geral

14/07/2025 - 17:32:00 | 2 minutos de leitura

Gaza: mais de 30 países se reúnem para debater medidas contra Israel

Convocada pelo Grupo de Haia, uma reunião de emergência está marcada para terça-feira (15), em Bogotá, na Colômbia, com o objetivo de anunciar medidas concretas e buscar uma resposta internacional coordenada para o conflito na Faixa de Gaza, que se arrasta desde outubro de 2023. Representantes de mais de trinta países de todos os continentes devem participar do encontro. Enquanto as negociações indiretas por um cessar-fogo entre Israel e o Hamas seguem estagnadas, e as diplomacias ocidentais permanecem tímidas diante das violações do direito internacional e humanitário, o Grupo de Haia busca ir além das declarações e partir para a ação. A iniciativa pretende reunir países dispostos a aplicar políticas concretas e coordenadas, tanto no plano jurídico quanto diplomático, para tentar pôr fim a um conflito que já deixou mais de 58 mil mortos na Faixa de Gaza — a maioria mulheres e crianças. “Várias nações consideraram que seria uma boa ideia reunir um grupo de Estados, não para criar um novo direito internacional — que já existe —, nem para fazer apelos ou condenações, mas sim para aplicar medidas concretas por parte dos próprios Estados. Ou seja, políticas reais, de forma coletiva e coordenada, para pôr fim ao massacre, para pôr fim ao genocídio”, declarou Guillaume Long, conselheiro diplomático do grupo. “Quando os Estados se unem e levantam suas vozes em torno de questões específicas, eles têm mais peso e influência do que quando agem isoladamente”, completou. A devastação em Gaza evidencia o fracasso dos mecanismos internacionais em proteger civis. Até agora, as ações têm sido isoladas: a África do Sul acionou a Corte Internacional de Justiça (CIJ) por violação da Convenção sobre o Genocídio, sendo posteriormente apoiada por outros países; Namíbia e Malásia bloquearam navios com armas destinadas a Israel; e a Colômbia rompeu relações diplomáticas com Tel Aviv em maio de 2024. “Não podemos aceitar o retorno de épocas de genocídio diante dos nossos olhos e da nossa passividade. Se a Palestina morre, a humanidade morre”, declarou o presidente colombiano Gustavo Petro. A Colômbia, assim como o Brasil, apoia o processo histórico movido por Pretória contra Israel na CIJ.