Gilmar Mendes vira principal alvo de Paulo Figueiredo para Magnitsky nos EUA
Geral
06/10/2025 - 13:22:00 | 3 minutos de leitura

O decano, membro mais antigo do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, entrou na mira do comentarista Paulo Figueiredo, que atua com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em ofensiva contra autoridades brasileiras nos EUA. O motivo é que o ministro defendeu uma ‘lei anti-embargo’ para proteger autoridades e instituições contra sanções estrangeiras. A medida protegeria o ministro Alexandre de Moraes da aplicação da Lei Magnitsky, que proíbe a sua entrada nos EUA e o uso de cartões de crédito de bandeira do país. A declaração de Gilmar levou Figueiredo a classificá-lo como seu principal alvo. “Sem dúvida nenhuma, agora a nossa prioridade é Gilmar Mendes”, disse em live em seu canal de YouTube no dia 30 de setembro. Desde o final de julho, Figueiredo já vinha ameaçando o decano. A primeira vez ocorreu logo após a aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes. Na ocasião, Gilmar prestou solidariedade ao colega de corte em publicação no X. “Obrigado, facilita a vida para sancioná-lo”, respondeu o comentarista. Também em julho, Eduardo Bolsonaro mencionou Gilmar e o ministro Luís Roberto Barroso no YouTube. “A guerra não acabou. Vai vir mais sacrifício daqui pra frente. Eu sei disso, mas estou disposto a ir até as últimas consequências. Será que o Barroso tá? Será que o Gilmar, que tá faltando três, quatro anos pra se aposentar, ta? E os escritórios de advocacia das esposas e familiares estão nessa pegada também?”, disse. As ameaças se tornaram ainda mais frequentes desde a semana passada, quando o governo dos Estados Unidos estendeu a aplicação da Magnitsky à esposa de Moraes e ao seu instituto de assuntos jurídicos. “Há um paralelo enorme entre o caso Alexandre de Moraes e o caso do Gilmar Mendes”, afirmou o ex-comentarista da Jovem Pan em live transmitida no dia 23 de setembro. Tal qual Moraes, o decano do STF também possui um instituto, o IDP, e sua esposa é sócia de um escritório de advocacia. Essas semelhanças e a proximidade de Gilmar a Moraes levaram Figueiredo a classificá-lo como “bom candidato” para a Magnitsky na ocasião. A predileção foi confirmada após o decano afirmar que projeto de anistia a presos por atos golpistas seria inconstitucional, e repercutiu também entre outros canais bolsonaristas. “Fontes próximas a integrantes do governo dos EUA dizem que os próximos ministros do STF a serem sancionados são Gilmar Mendes e Flávio Dino”, afirmou Luís Ernesto Lacombe em transmissão no YouTube. Dino entraria na mira também por suas reações à sanção aplicada contra Moraes, já que o ministro emitiu decisão que proíbe a aplicação no Brasil de sentenças judiciais e leis estrangeiras que não estejam validadas por acordos internacionais ou referendadas pela Justiça brasileira.
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