Governo aumenta bloqueio de gastos de ministérios para R$ 12,1 bilhões
Em Foco
23/09/2025 - 18:26:00 | 3 minutos de leitura

O governo federal anunciou na segunda-feira (22) necessidade de contenção de R$ 12,1 bilhões nos gastos dos ministérios este ano para cumprir regras fiscais, valor maior do que os R$ 10,7 bilhões apontados em avaliação feita em julho. Em relatório de avaliação de receitas e despesas, os ministérios da Fazenda e do Planejamento apontaram que contas federais poderão seguir rodando sem a necessidade de contingenciamento para o cumprimento da meta de resultado primário, embora a sobra em relação ao limite do alvo -- que é de saldo zero, mas com uma margem de tolerância -- tenha caído de R$ 4,7 bilhões para R$ 800 milhões. Por outro lado, em relação ao limite de gastos estabelecido para o ano, o governo apontou que para o cumprir a regra será necessário o bloqueio de R$ 12,1 bilhões em despesas, R$ 1,4 bilhão a mais do que a trava implementada em julho. De acordo com as pastas, a necessidade de aumentar o bloqueio decorre de uma alta na projeção de despesas obrigatórias. Pesaram na conta gastos maiores com Benefício de Prestação Continuada (BPC), abono salarial, seguro desemprego e apoio financeiro a governos regionais. As elevações nessas rubricas mais que compensaram estimativas de desembolsos menores com benefícios previdenciários, folha salarial de servidores e subsídios e subvenções. O detalhamento dos novos cortes de recursos por ministério será apresentado até o fim do mês pelo governo. Segundo a equipe econômica, a previsão para o resultado primário de 2025 é de déficit de R$ 30,2 bilhões, após deduções de despesas que não entram no cálculo. Tecnicamente esse resultado estaria dentro da meta de déficit zero para o ano, que tem uma banda de tolerância de 0,25% do PIB, o equivalente a R$ 31 bilhões. Em julho, a previsão apontava para um rombo de R$ 26,3 bilhões. A projeção para o resultado do ano desconsidera R$ 43,4 bilhões em desembolsos com precatórios e gastos com reembolso de aposentados que tiveram descontos indevidos, que não serão computados na meta fiscal após autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). Nas previsões do governo, a despesa primária total ficará em R$ 2,417 trilhão neste ano, R$ 3,3 bilhões a menos que o previsto em julho. A receita líquida, que desconta transferências a Estados e municípios, deve fechar o ano em R$ 2,344 trilhões, R$ 1,9 bilhão a menos que o apontado em julho.
Mais Em Foco
09 AgoQuem eram as três turistas colombianas que morreram em queda de helicóptero no Rio de JaneiroLEIA MAIS
09 AgoBalanço da Defesa Civil aponta 2.362 desalojados e 117 cidades atingidas por ciclone bomba no RSLEIA MAIS
08 AgoPF Indicia Dono da Voepass Após Empresário Admitir Conhecimento sobre Omissão de PanesLEIA MAIS
07 AgoCiclone-bomba atinge o RS com ventos de até 120 km/h, estragos e paralisação de serviçosLEIA MAIS- 02 AgoAtaque em Fábrica da Bombril Deixa Três Mortos em São Bernardo do Campo; Suspeito Morre na CadeiaLEIA MAIS
- 01 AgoEclipse solar total ocorrerá neste mês; veja tudo que você precisa saberLEIA MAIS
31 JulAgosto Começa com Chuvarada e Nova Massa de Ar Frio no Sul do BrasilLEIA MAIS
30 JulCiclone intensifica nova frente fria e traz risco de temporais no Sul do BrasilLEIA MAIS- 25 JulChuvas no RS Antecipam Sinais do El Niño e Acendem Alerta para Próximos Meses em SCLEIA MAIS






