Governo gasta R$ 800 mil em campanha de O Agente Secreto

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23/01/2026 - 12:21:00 | 2 minutos de leitura

Governo gasta R$ 800 mil em campanha de O Agente Secreto

Ação teve como objetivo promover filme em Hollywood visando o Oscar O governo federal bancou com recursos públicos parte da estratégia internacional de divulgação do filme brasileiro O Agente Secreto na corrida por uma vaga no Oscar. Por meio da Agência Nacional do Cinema (Ancine), foram destinados R$ 800 mil exclusivamente para a campanha de promoção da obra em Hollywood, voltada aos votantes da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. O repasse foi formalizado em contrato assinado no dia 10 de dezembro entre o diretor-presidente da Ancine, Alex Braga Muniz, e um representante da Cinemascópio Produções, responsável pelo longa. O dinheiro foi liberado oito dias depois, em 18 de dezembro de 2025. De acordo com documentos, a Ancine pretendia, inicialmente, liberar metade desse valor: R$ 400 mil. A produtora, no entanto, solicitou a ampliação do orçamento alegando que o montante seria insuficiente para uma campanha competitiva nos Estados Unidos. A diretoria da Ancine concordou com o pedido e autorizou a liberação dos R$ 800 mil. O apoio financeiro está amparado por uma portaria da própria agência, que prevê auxílio a produções brasileiras escolhidas para representar o país na disputa por uma indicação ao Oscar na categoria de Melhor Filme Internacional. Os recursos fazem parte do chamado “Programa de Apoio à Divulgação do Filme Brasileiro Candidato a uma Indicação ao Oscar de Melhor Filme Internacional”. Não é a primeira vez que a Ancine adota esse tipo de iniciativa. Produções como Retratos Fantasmas (2023), também dirigido por Kleber Mendonça Filho, além de Marte Um, Bingo: O Rei das Manhãs e Lula, o Filho do Brasil, já receberam apoio semelhante, sem, no entanto, conquistar uma vaga na premiação. Já Ainda Estou Aqui, vencedor do Oscar em 2025, não contou com esse tipo de auxílio. Como mostrou o Pleno.News, O Agente Secreto, do diretor Kléber Mendonça Filho, foi indicado na quinta-feira (22) a quatro categorias do Oscar: Melhor Filme, Melhor Ator (Wagner Moura), Melhor Filme Internacional e Melhor Elenco. O feito iguala o recorde de Cidade de Deus, que em 2004 disputou as categorias de Melhor Diretor (Fernando Meirelles); Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Montagem e Melhor Fotografia. A obra, porém, não levou nenhuma estatueta.