Gripe K: Santa Catarina registra 17 casos da nova doença

Em Foco

31/01/2026 - 11:34:00 | 4 minutos de leitura

Gripe K: Santa Catarina registra 17 casos da nova doença

Maioria dos casos se concentra em Florianópolis, mas há pacientes em outras cinco cidades A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina divulgou nesta semana que está acompanhando 17 casos já confirmados da chamada “gripe K” no estado. A doença, identificada pela primeira vez no Brasil no final de 2025, é causada por um subtipo do vírus influenza A (H3N2). Até o momento, foram confirmados casos em seis diferentes municípios catarinenses. As notificações envolvem quadros que aconteceram entre os meses de novembro e dezembro de 2025. Os pacientes são moradores dos seguintes municípios: Florianópolis (com 11 casos), Tubarão (2), Braço do Norte (1), Palhoça (1), São José (1) e São Ludgero (1). A SES faz a ressalva de que não necessariamente cada infecção ocorreu no município de residência dos adoecidos. Até o momento, de acordo com a secretaria, não há evidências de que a gripe K esteja associada a quadros mais graves em comparação às demais cepas sazonais de influenza A. Portanto, os sintomas causados pela variante são considerados dentro do padrão habitual da doença. Apesar disso, a experiência internacional indica que pode haver maior impacto para grupos vulneráveis, como idosos, pessoas com comorbidades, crianças pequenas, gestantes e puérperas. Esses riscos, diz a SES, em nota, justificam “a intensificação das ações de prevenção e assistência”. A pasta também esclarece que, apesar da identificação do subclado no estado, “não foi identificado aumento de casos ou mudança no perfil da doença”. O que é a gripe K -  A nova gripe tem como causa o vírus influenza, sendo o tipo A o mais frequentemente associado a surtos e a quadros de maior gravidade. Assim, apesar de se referir a uma nova variante, o subclado K não é um vírus novo, mas sim uma variação genética já conhecida internacionalmente do Influenza A (H3N2). O que se observa de novidade em relação a esse quadro, de acordo com o Ministério da Saúde, é uma possível circulação mais intensa e antecipada em relação ao padrão esperado no hemisfério norte, o que resulta, consequentemente, em um aumento do número de internações. Além disso, estudos iniciais sugerem que o subclado K não é necessariamente mais virulento do que os outros tipos de H3N2 conhecidos. E os sintomas são os típicos da doença, como febre, dor no corpo, tosse e cansaço. Como ressalva, vale destacar que a influenza H3N2 costuma provocar surtos mais severos de gripe do que outros tipos de influenza A (como o H1N1) ou o influenza B. As preocupações das autoridades sanitárias também se referem à possibilidade de um escape do subclado K em relação à imunidade conferida por vacinas e infecções anteriores pelo H3N2. Mas essa situação ainda é hipotética. Como geralmente ocorre com outras gripes, a maioria dos casos provocados pelo subclado K são autolimitados e tendem a passar em poucos dias, sem tratamento específico. Mas idosos, crianças e pacientes com algum comprometimento imunológico estão mais sujeitos a complicações graves que podem exigir hospitalização, como uma pneumonia. Contra a gripe K, continuam valendo as tradicionais medidas de proteção contra doenças respiratórias, como uso de máscara em locais de circulação confirmada do vírus, evitar aglomerações e limitar contato com pessoas doentes. A vacinação contra a gripe também segue sendo recomendada: mesmo se houver escape do subclado K, ela continua protegendo contra outros tipos de influenza que seguem em circulação. Caso você tenha sintomas gripais e perceba um agravamento do quadro, com sinais como febre alta e dificuldade respiratória severa, não hesite em buscar ajuda médica.