Haddad: acordo com os EUA depende da vontade das “duas partes”

Em Foco

25/07/2025 - 13:38:00 | 2 minutos de leitura

Haddad: acordo com os EUA depende da vontade das “duas partes”

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que a informação que chegou ao governo brasileiro é de que o País tem razão em querer sentar à mesa com os Estados Unidos para debater a sobretaxa de 50% anunciada a produtos brasileiros. “A informação que chega é que o Brasil tem um ponto. O Brasil tem razão em querer sentar à mesa, mas que o tema está muito concentrado na assessoria da Casa Branca. Daí a dificuldade de entender melhor qual vai ser o movimento de lá”, afirmou. Questionado se o governo passa a trabalhar com o cenário de início das tarifas de 50% em 1º de agosto – data anunciada pelo presidente americano Donald Trump -, Haddad citou exemplos de outros países que conseguiram negociar com os EUA. “Nós tivemos boas surpresas em relação a outros países nos últimos dias. Então, podemos chegar à data de 1º de agosto com algum aceno e alguma possibilidade de acordo “, argumentou. “Mas, para haver acordo, precisa haver duas partes sentadas à mesa para chegar a uma conclusão. Não dá para antecipar um movimento que não depende só de nós “, ponderou. Ele repetiu que o Brasil “nunca saiu da mesa de negociação”. “Em nenhum momento abrimos mão de conversar. Mas para ter um acordo, precisa ter vontade recíproca. Espero que isso vá acontecer.” O titular da Fazenda disse ainda não ver escalada política no fato de os países terem “a sua dinâmica institucional normal”. “Ninguém está escalando nada. Está todo mundo fazendo o seu trabalho”, defendeu. “Tem algumas coisas acontecendo. Eu estou vendo que a Europa, o Japão se movimentou, a Indonésia e as Filipinas se movimentaram, o Vietnã se movimentou”, exemplificou. “Estão acontecendo rodadas de negociação. Vai chegar a vez do Brasil. E nós temos que estar preparados para quando sentarmos à mesa. Nós temos que expor o nosso ponto de vista com base técnica. Nós queremos um debate técnico, não queremos um debate que fuja da racionalidade “, finalizou.