Haddad defende Banco Central na manutenção de juros altos para conter a inflação
Em Foco
16/10/2025 - 12:42:00 | 2 minutos de leitura

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou na quarta-feira (15) que o núcleo da inflação permanece relativamente alto, refletindo pressões persistentes, e destacou que o Banco Central está agindo de acordo. As declarações foram feitas em comunicado por escrito que marca a participação do país na reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington. Após destacar uma perspectiva favorável para o Brasil no médio prazo, ele reconheceu que "o núcleo de inflação continua relativamente elevado", citando pressões persistentes e expectativas de inflação acima da meta de 3%. "Assim, a política monetária permanece em território contracionista, reforçando o compromisso firme do Banco Central do Brasil em cumprir a meta e reancorar as expectativas", acrescentou. Haddad não viajou a Washington para debater, no Brasil, alternativas após o governo sofrer uma dura derrota com a derrubada da medida provisória que alterava a taxação de aplicações financeiras, uma das principais propostas de ajuste das contas do Executivo para o próximo ano. Na semana passada, Haddad criticou a taxa de juros Selic como "excessivamente restritiva", mas ressaltou que essa era uma opinião pessoal e não um questionamento à autonomia do BC. O Banco Central manteve a taxa básica de juros em 15% em setembro pela segunda reunião consecutiva — o nível mais alto em quase duas décadas — e sinalizou que ela permanecerá nesse patamar por um período prolongado para levar a inflação de volta à meta de 3%. O IPCA registrou alta de 5,17% nos 12 meses até setembro, acima dos 5,13% registrados em agosto. Haddad afirmou que a atividade econômica está próxima do potencial após superar as expectativas nos últimos anos, e que a inflação está gradualmente convergindo para a meta oficial. Ele também destacou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continuará utilizando a política fiscal para promover justiça social e bem-estar, considerando o ciclo econômico. Em meio às tensões comerciais globais, Haddad pediu a remoção de restrições comerciais unilaterais e a restauração de estruturas previsíveis e baseadas em regras para proteger o crescimento global.
Mais Em Foco
- 25 SetSTF impede que estados cancelem benefícios do ICMS de forma unilateralLEIA MAIS
22 SetBuscas por helicóptero de Rick e empresário avançam por novas rotas em SCLEIA MAIS
10 SetFuncionários da Caixa entram em greve nacional por impasse no plano de saúdeLEIA MAIS
09 SetInvestigação Revela Trituração de Pintinhos Vivos em Granjas do Sul do BrasilLEIA MAIS
06 SetFoguete brasileiro VS-30 V16 levará plataforma de microgravidade a 100 km de altitude em missão de teste de recuperaçãoLEIA MAIS- 03 SetLula sanciona lei que pode reduzir até R$ 16 bilhões das áreas de saúde e educaçãoLEIA MAIS
03 SetCNH para Idosos: Prazos de Validade e Como RenovarLEIA MAIS
28 AgoTransmissão ao vivo do lançamento do telescópio Nancy Grace Roman em Balneário CamboriúLEIA MAIS
28 AgoDona da Betnacional é alvo da Operação Jogo de Sombras por suspeita de sonegação e lavagem de dinheiroLEIA MAIS




