Hospital Jaraguá é o primeiro de SC a adotar monitoramento cerebral contínuo em UTI Neonatal

Inovação na saúde neonatal: Hospital Jaraguá inicia avaliação de tecnologia inédita em Santa Catarina para monitorar o cérebro de bebês de alto risco em tempo real.

Saúde

05/08/2026 - 18:02:00 | 2 minutos de leitura

Hospital Jaraguá é o primeiro de SC a adotar monitoramento cerebral contínuo em UTI Neonatal


O Hospital Jaraguá reforça sua posição como referência em assistência materno-infantil ao se tornar o primeiro hospital de Santa Catarina a implementar uma tecnologia inédita de monitoramento cerebral contínuo para recém-nascidos de alto risco. O projeto, realizado em parceria com a PBSF (Protegendo Cérebro, Salvando Futuros), terá duração inicial de 90 dias em caráter de avaliação clínica na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neonatal).


Ao contrário das avaliações pontuais tradicionais, a solução desenvolvida pela PBSF realiza o acompanhamento não invasivo e em tempo real da atividade cerebral dos bebês prematuros ou sob cuidados intensivos. Essa supervisão constante permite que a equipe médica identifique precocemente alterações neurológicas, viabilizando condutas clínicas mais rápidas, precisas e individualizadas durante as primeiras horas e dias de vida — período considerado crítico para o desenvolvimento neurológico.

O impacto da iniciativa abrange tanto a segurança do paciente quanto o aprimoramento da rotina hospitalar:


  • Precisão no Diagnóstico: Leitura contínua dos dados cerebrais para identificar eventuais episódios de convulsões subclínicas ou asfixia neonatal precocemente.

  • Tomada de Decisão Ágil: Suporte em tempo real para a equipe multidisciplinar ajustar tratamentos e intervenções sem demora.

  • Aprimoramento Assistencial: Coleta de dados durante os três meses de teste para mensurar os ganhos clínicos e a integração da tecnologia à rotina da UTI.

Segundo Sérgio Luís Alves, diretor executivo da instituição, a participação no projeto reafirma a busca do hospital por soluções modernas que ofereçam maior segurança aos pacientes. Na mesma linha, o médico neonatologista e cofundador da PBSF, Alexandre Netto, ressalta que o monitoramento em tempo real amplia as chances de intervenção preventiva e melhora significativamente os desfechos clínicos dos recém-nascidos de alto risco.


Foto: Divulgação